Em 2007, Steve Ballmer foi citado por dizer que o iPhone não ganharia participação de mercado e não atrairia os clientes comerciais pois não tinha teclado. Já em novembro de 2016, ele admitiu estar errado.O executivo errou ao duvidar da capacidade de Steve Jobs de criar um novo modelo de celular e, também, de “provocar” o mercado com a tal inovação. Além disso, Ballmer julgou o iPhone como um simples telefone, engessado pelas necessidades e expectativas do mercado na época. Jobs, por outro lado, apresentou um conceito capaz de modificar esses protótipos e satisfazer as necessidades que nós, consumidores e empresários, nem imaginávamos ter. No entanto, Steve conseguiu e não foi sozinho. Toda a equipe da Apple também teve que acreditar no produto e na transformação que o aparelho poderia trazer. Esta é uma lição importante para qualquer líder.

Quando for iniciar a sua jornada de transformação digital - ou se você já começou - peço que tome como exemplo a atitude de Steve Jobs. Tenha certeza dos seus objetivos e os resultados que deseja alcançar com sua organização. Depois de alinhar as metas com todas as partes, modifique e adapte seus sistemas de tecnologia atuais para atingir os resultados esperados.

Além disso, assim como Steve Jobs e o iPhone surpreenderam o mercado de telecomunicações, assegure-se de que a sua estratégia de transformação digital não seja impulsionada apenas pelas normas, mas que esteja focada em promover mudanças capazes de viabilizar disrupções de mercado e preparar um futuro diferente. E se você ainda depende de legados de aplicativos e infraestrutura e não começou a jornada de migração de sistemas para melhorar a experiência de seus funcionários e consumidores, está na hora de começar.

A jornada para transformação digital não deve ser algo assustador. Tomar medidas em etapas e evitar gargalos são iniciativas essenciais para construir uma estratégia flexível para suas necessidades digitais sem que seja algo caro. Quando percebe o que deseja realizar, convencer as pessoas é o segundo passo para tornar a transformação bem sucedida. A agenda digital deve ser intrinsecamente parte do DNA da organização e as mensagens devem fazer com que as pessoas tenham a sensação de que trabalham para algo equivalente ao impacto do iPhone, mesmo que o contexto seja diferente.

Vamos usar o a Tesla como exemplo. Veja como a empresa interrompeu o mercado com sua transformação digital para desenvolver veículos de última geração. Não é necessário dizer que, tanto o Google quanto a Apple, passaram a desenvolver carros porque o exemplo da Tesla os motivou.

Então, quando digo "domine", quero dizer que dentro de uma organização, cada colaborador deve entender a jornada realizada para ajudar a alcançar o sucesso. A transformação digital não acontece sozinha - não com empresas que tentam inovar. Para se destacar na multidão, é vital que todos na organização acreditem no futuro que a transformação pode viabilizar. Não caia nas armadilhas de outras organizações que pararam de inovar e lembre-se sempre que é preciso uma equipe para construir uma empresa e também de uma visão para mantê-la no caminho certo.

 

Ravi Krishnamoorthi

VP e Head de Consultoria de Negócios e serviços de Aplicação e Digital EMEIA da Fujitsu