Empresa impõe meta agressiva e quer crescer cerca de 60% ao ano:

Paulo Carneiro: apostando num crescimento agressivo

[private] Em oito anos de mercado, o grupo P3Image caminha a passos largos com seu plano de expansão e prevê, daqui para frente, um crescimento agressivo e ousado, com média anual entre 50% e 60%. Para alcançar a meta, a companhia vem promovendo, desde janeiro, investimentos em várias áreas (da tecnologia a recursos humanos) que deverão atingir perto de R$ 2 milhões até dezembro, segundo seu presidente, Paulo Sérgio Carneiro.

O investimento mais recente e com maior visibilidade é o galpão com três mil metros quadrados construído em Itupeva (cidade próxima à capital paulista), projetado com sistemas de tecnologia avançados. Com a nova instalação, a P3Image eleva para três o número de unidades – além de São Paulo (duas) também está presente no Rio de Janeiro – totalizando uma área com nove mil metros quadrados.

A planta no interior paulista, localizada dentro de um condomínio fechado, não é apenas mais um galpão. Foi desenhada para integrar o plano de contingência da empresa e conta com um centro de informações blindado, para o qual já migraram as informações de todos os clientes. Diariamente, os dados acessados por eles via web são replicados na nova unidade.

“Se acontecer um desastre físico em São Paulo, Itupeva entra em ação automaticamente, garantindo a continuidade das atividades”, explica Carneiro, que destinou para TI uma parte considerável dos investimentos que vêm sendo realizados. Hoje, segundo ele, a P3Image opera com dois storages de 17 terabytes.

A unidade de Itupeva, com capacidade inicial para abrigar 500 mil caixas, está preparada para absorver demandas futuras. Ao seu lado, uma segunda área com a mesma metragem está pronta para ser ocupada. E tudo indica que será. De acordo com o executivo, a empresa acaba de fechar uma operação que irá, de início, impulsionar sua receita em 25%. “Já estamos trabalhando com o cenário de ampliação e com a possibilidade de abrir um terceiro turno em São Paulo”, frisa.

Este ano, a P3Image também estreou no CIAB, maior encontro voltado à tecnologia bancária da América Latina, realizado em junho último. A participação no evento, que reúne os gigantes do mercado financeiro, levou a investimentos fortes na divisão de marketing. Foram redesenhados o portfólio e o site corporativo, entre outras ações.

As iniciativas mostram o otimismo da companhia com o mercado que, na opinião de seu presidente, ainda tem muito a ser explorado. Só no primeiro semestre deste ano, a P3Image teve um crescimento de 50% em relação ao mesmo período de 2010. Carneiro avalia que as empresas focadas apenas em guarda e digitalização “estão fadadas ao fracasso”. “Hoje, o mercado não quer mais isso. Cada vez mais se fala de BPO na área de gestão documental e isso já é uma realidade em vários setores”, diz ele, que prevê fechar 2011 com um faturamento de R$ 8,5 milhões.

Por isso, dentro dessa tendência, prefere não focar em nichos específicos, pois vislumbra oportunidades de negócio em inúmeros segmentos da economia e em diversas regiões do país. Tanto que o Nordeste deverá ser seu próximo alvo, bem como Brasília. No Rio de Janeiro, em sua opinião um mercado bastante promissor, o plano é incrementar a atuação a partir do próximo ano, o que inclui a instalação de uma sala cofre, a exemplo da implantada na sede da empresa, no bairro da Lapa, zona sul da capital paulista.

Unidade Itupeva: capacidade de abrigar 500 mil caixas

Para o executivo, o grande desafio nos negócios hoje é contornar a falta de profissionais capacitados, problema que não é exclusivo do setor. Para tentar vencer essa barreira, ele estimula sua equipe, por meio de campanhas, a indicar futuros colaboradores. E, para não sofrer baixas, promove ações de incentivo e busca manter uma relação transparente com os 150 funcionários – 100 em São Paulo e 50 no Rio. “Todos sabem quais são os planos e aonde a empresa quer chegar”, frisa ele, que no início do ano reforçou o time de liderança com dois novos gerentes.

Em paralelo ao problema da qualificação profissional, diz enxergar um movimento de consolidação do setor em andamento, que deve ganhar força nos próximos meses. Até o final do primeiro semestre do próximo ano, acredita que o segmento passará por mudanças, mas não arrisca nenhuma previsão. Prefere, por enquanto, seguir observando e fechando negócios. [/private]