Recentemente, os mercados de storage em nuvem e big data começaram a virar realidade no Brasil, após um longo período de discussão sobre os temas. Uma pesquisa feita pela Research And Markets informa que as pequenas e médias empresas têm adotado de armazenamento em nuvem devido ao menor custo.  O serviço é fornecido por empresas como Amazon, Oracle e EMC.renato takaashi

Confira nossa entrevista com Renato Takaasi, consultor sênior de vendas da Oracle do Brasil, uma das principais fornecedoras do mercado de storage corporativo.

Information Management: Quais são as vantagens do storage em cloud?
Renato Takaasi: Temos soluções de cloud pública, que tem software as a service, e temos soluções para nuvem privada, em que cliente tem o hardware dentro da empresa.  A vantagem do uso de solução com tecnologia na nuvem é que o cliente escolhe um modelo do nosso portfólio, e adquire a implementação do equipamento, pagando uma taxa mensal e não sem preocupa com a infraestrutura de TI. Normalmente, conversamos com o cliente e analisamos o ambiente dele para identificar o que pode ir para a nuvem, já que nem tudo pode ir para lá. A partir daí, voltamos a conversar sobre arquitetura, o negócio da empresa e isso resulta no melhor modelo para o cliente.

IM: Como está o cenário storage em nuvem no Brasil?
Renato Takaasi: Ele ainda está começando. Percebemos que é um tema em que todos querem discutir já há algum tempo, mas só agora está começando a virar realidade. Muitas empresas entendem do assunto mas não sabem como isso pode auxiliar no dia a dia.

IM: Quais soluções de big data vocês oferecem?
Renato Takaasi:
Temos  a Big Data Appliance, e todo um portfólio que atende a essa  solução, como coleta, estruturação, análise de dados e afins, e também temos a experiência de ajudar os clientes como o big data pode ajudar no dia a dia. A ferramenta funciona com a coleta de dados internos e da web, incluindo as redes sociais. Após isso, as informações são estruturadas e armazenadas no database. O equipamento de analisa desses dados, mas o big data tem um processo de dados não estruturados, e essas informações precisam ser processadas. É preciso algum tempo para analisar todos esses dados.

IM: Quais desafios as empresas enfrentam nesse cenário do big data?
Renato Takaasi: As empresas pedem nossa ajuda para entender o big data. Elas têm muitos dados internos que os gestores notam que poderiam tirar informações de forma mais inteligente. Por exemplo, há servidores que geram milhares de informações que podem ser estruturadas para identificar taxas de desempenho. São dados que levariam anos para serem estruturados se fossem feitas a mão.

Não são todas as empresas que perceberam o potencial do big data. É um conceito menos maduro que o cloud. as companhias ainda analisam o que pode ser feito com esses dados. É um mercado com grande potencial que pode crescer muito nos próximos anos.

IM: Em qual segmento a empresa mais tem investido?
Renato Takaasi: O ponto forte é que uma tendência na Oracle, é o foco na integração do storage com aplicações, tanto no caso das soluções de storage em fita, como em disco. As empresas têm muita dificuldade em compor uma solução, juntar os blocos, servidores, software e afins. Geralmente essa integração não é tão simples como parece. Criando produtos que diminuem esse stress com essa integração, a Oracle ajuda muito o cliente. Todo o cenário agora corre para esse lado, o storage precisa entender o que ele armazena. Há pouco mais de um mês, lançamos o Storage Intelligence Protocol, que elimina 65% da necessidade de fazer configurações de ajuste fino para ela o database tem um melhor desempenho no armazenamento.