Andre Miceli aponta quais formas de conseguir aproveitar o período sem expor a segurança de seus dados

Andre L. Miceli

Andre L. Miceli

Nos últimos anos, os consumidores brasileiros passaram a comprar mais no período de Black Friday e a expectativa é que nessa edição também sejam registrados números expressivos em transações comerciais realizadas especialmente pela internet. De acordo com previsão do Google Brasil, as vendas devem aumentar 20% no período, 4% a mais que em 2016.

Porém, para as compras online, o consumidor deve redobrar sua atenção. Isso porque o Brasil é um dos cinco países que mais sofrem ataques cibernéticos do mundo. Os cibercriminosos brasileiros andam investindo esforços em duas novas modalidades de phishing: via SMS e compra de anúncios em redes sociais e esse período é mais um atrativo para a realização desse tipo de crime. E você pode ser a próxima vítima.

Para evitar esse tipo de situação, o professor e coordenador do MBA em Marketing Digital da FGV, Andre Miceli, dá dicas de como evitar fraudes, invasões e roubos de dados durante a Black Friday, especialmente em transações realizadas pelo celular.

“Além de baixar apenas aplicativos de lojas oficiais, como o Google Play ou a App Store, da Appl, desconfie dos aplicativos que solicitam permissões suspeitas, como acesso a contatos, mensagens de texto, recursos administrativos, senhas armazenadas ou informações do cartão de crédito. Também confira o plano de fundo de um aplicativo antes de fazer o download. Pesquise o desenvolvedor e conheça a ortografia das marcas. Alguns desenvolvedores mal intencionados escrevem o nome errado das marcas para ludibriar os usuários”, explica o professor Andre Miceli.

Outras recomendações são muito importantes para evitar que cibercriminosos acessem suas informações e consigam realizar fraudes e consequentemente gerar outros danos. “Atualizar o antivírus do seu computador e evite realizar compras ou pagamentos por meio de computadores de terceiros ou de redes Wi-Fi públicas, checar a reputação da empresa, dados como razão social, número do CNPJ, endereço e telefone para contato e nunca, em nenhum caso, fornecer os dados do cartão de crédito, ou dados confidenciais, como senha ou código de segurança de sua conta bancária, em sites sem conexão segura ou em e-mails não criptografados são atitudes que ajudam a evitar esse tipo de situação”, conclui o especialista.