Cerca de 80% das empresas da América Latina já utilizam inteligência artificial e sua adoção está em ritmo acelerado

Cerca de 80% das empresas da América Latina já utilizam inteligência artificial e sua adoção está em ritmo acelerado

Em 80% das empresas latino-americanas, os projetos de inteligência artificial (IA) já estão em andamento e a adoção está em ritmo acelerado. Isso é o que revela o estudo Inteligência Artificial na América Latina 2023, elaborado pela NTT DATA em parceria com o MIT Tech Review. Entre as empresas sem projetos de IA, 17,5% têm planos para começar em um ano e apenas 3,3% não tem planos para utilizar a tecnologia.

A relevância do potencial da IA para revolucionar os negócios continua crescendo. Isso foi reconhecido por 71% das empresas entrevistadas, em comparação com 58% da edição de 2020. Nenhum líder entrevistado acredita que essa tecnologia não terá impacto em sua organização.

Em termos de investimento, o estudo mostrou que 9% das empresas pesquisadas pretendem investir entre 11% e 15% do orçamento de tecnologia em inteligência artificial e 10% das empresas, acima de 15%. Em entrevistas qualitativas realizadas presencialmente para o estudo, os executivos destacaram que a adoção da IA abrange funções, métodos e processos em toda a organização, promovendo uma abordagem integrada e sistêmica para sua adoção. Há um consenso de que o investimento continuará expressivo nos próximos anos.

Quanto ao nível de maturidade, 39% afirmam estar na fase de "exploração" (ante 21% na pesquisa anterior), 30% em "produção", ou seja, a empresa conseguiu converter as iniciativas em ações concretas (ante 20% há um ano) e 10% "inexperientes" (19% em 2022). Além disso, 6% estrearam na categoria "liderança de mercado".

Embora a primeira área onde os projetos baseados em IA são implementados seja o próprio departamento de TI (16%), eles também aparecem em Vendas e Negócios (15%) e Atendimento e Suporte ao Cliente (11,5%). A busca pela melhoria da eficiência e da qualidade das operações (64%) e a capacidade de enriquecer a experiência do usuário (62%) são os principais motivadores da implementação.

Entre os benefícios identificados estão o aumento da eficiência operacional (56%), a automação de tarefas monótonas e propensas a erros (48%), a capacidade de analisar em escala (41%) e a capacidade de tomar decisões precisas e informadas (também 41%).

O relatório também aponta algumas das principais barreiras para a adoção dessa tecnologia na região, como falta de talentos especializados (20,5%), custos associados à implementação e manutenção (12,5%), falta de conhecimento sobre os possíveis benefícios da IA (11%) e resistência à mudança dentro da organização (11%) destacam-se como os principais desafios a serem superados.

Outras descobertas do estudo:

  • As instituições bancárias são o segmento mais maduro na adoção de IA; 29% das empresas do setor têm mais de cinco anos de experiência no uso dessa tecnologia.
  • Cerca de 40% dos entrevistados afirmaram que há um profissional ou uma equipe dedicada de forma centralizada às iniciativas de IA em sua empresa.
  • Quando se trata de determinar quem é o patrocinador das iniciativas de IA na empresa, há um empate virtual entre os líderes de negócios (44%) e os líderes de tecnologia (41%). Em 41% das empresas, foi adotada uma cultura de colaboração contínua e diária entre as equipes de negócios, dados e IA.
  • Responsabilidade, transparência, privacidade e segurança em primeiro lugar, cerca de 50% dos entrevistados consideram que os princípios éticos são fundamentais na concepção e no desenvolvimento da IA.

"A rápida adoção da IA na América Latina está provocando uma redefinição das estratégias corporativas e gerando novos níveis de expectativas em relação à eficiência e à competitividade", disse Evandro Armelin, Head de Data & Analytics Americas da NTT DATA. "É fundamental que as empresas encontrem o parceiro tecnológico adequado para acompanhá-las, para que possam obter o máximo de valor dessa tecnologia e alcançar resultados extraordinários", acrescentou Armelin.

O estudo completo, que contou com a participação de 120 líderes empresariais da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, pode ser acessado aqui.

Share This Post

Post Comment