O que esperar do setor de robótica para 2023

O que esperar do setor de robótica para 2023

Por Bruno Zabeu, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Universal Robots na América do Sul

Vários segmentos da indústria estão conhecendo as vantagens da automatização e da robótica para processos do dia a dia. De acordo com estudo da International Federation of Robotics, no segundo ano de pandemia de coronavírus as instalações de robôs dispararam para um nível recorde de 517.385 unidades, o que representou uma taxa de crescimento de 31% em relação à 2020. Desde 2016, o estoque operacional de robôs industriais aumenta uma média de 14% a cada ano. Sendo o universo tecnológico cada vez mais importante para o mercado, a tendência neste cenário, não pode ser outra, a não ser o crescimento do uso de robôs no mercado industrial, inclusive os colaborativos.

Redução de custos, mais produtividade e flexibilidade e segurança para os colaboradores são algumas das vantagens que empresas têm quando aderem aos cobots. Dessa forma é natural que os negócios queiram obtê-los a partir do momento que entendem como as atividades industriais podem ser otimizadas. Esta compreensão também está crescendo a medida em que as companhias percebem que estão perdendo mercado para os concorrentes que já possuem mais maturidade de automação industrial.

Historicamente, o segmento que sempre mais utilizou a automação foi o automotivo, mas isso está mudando, o que comprova que outros setores estão percebendo como é possível atuar de forma mais inovadora. Segundo estudo da International Federation of Robotics, a indústria eletrônica ultrapassou a automotiva em relação às instalações anuais de robôs em 2020, mantendo essa posição em 2021, instalando 26% de todos os robôs inseridos naquele ano. Desde 2016, a demanda por robôs pela indústria eletrônica tem crescido em média 8% ao ano. E é por isso que hoje é possível ver robôs na produção de eletrodomésticos, máquinas elétricas, painéis solares e computadores, isso sem contar outros setores como saúde, varejo, construção, logística, e muito mais.

Para 2023 é possível apostar que no Brasil haja um crescimento do uso de robôs por indústrias como a de alimentos e bebidas, metalmecânica e claro, a eletrônica. São áreas que fora do País já estão mais avançadas em relação à robótica e o Brasil deve seguir o mesmo caminho. É importante ressaltar que independentemente da indústria, os robôs estarão cada vez mais presentes do começo ao final das linhas de produção e apresentarão avanços em programação.

A Ásia também deve continuar sendo o maior mercado de robôs industriais do mundo no próximo ano. De acordo com estudo da International Federation of Robotics, em 2021 foram instalados 380.911 unidades, o que representa um aumento de 38% em relação à 2020. Atualmente, os cinco principais mercados para robôs industriais são: China, Japão, Estados Unidos, República da Coréia e Alemanha.

Dessa forma, concluo que os robôs terão uma presença maior em diversas indústrias em 2023 no cenário mundial, possibilitando a otimização de vários processos, o que trará maior lucratividade e destaque nos segmentos. Os países e os mercados devem, portanto, ficar de olho neste movimento para que sigam os mesmos passos daqueles que já estão na frente em relação à robótica.

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