São Paulo adere ao padrão nacional de nota fiscal de serviços e prepara terreno para a Reforma Tributária do Consumo

São Paulo adere ao padrão nacional de nota fiscal de serviços e prepara terreno para a Reforma Tributária do Consumo

O município de São Paulo aderiu ao padrão nacional de nota fiscal para a prestação de serviços. A Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e), solução desenvolvida pelo Serpro e fruto de um trabalho colaborativo com os municípios capitaneado pela Receita Federal do Brasil, tem como objetivo substituir as inúmeras regras municipais por um sistema único, ágil e seguro.

Emitida e armazenada eletronicamente no Ambiente Nacional de Dados (ADN), a NFS-e já processa uma média de 30 milhões de documentos por mês. Outras capitais, como Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba, já estavam integradas à plataforma. Com a entrada do município de São Paulo no sistema, desde o último dia 22 de dezembro, houve um acréscimo de cerca de 2,5 milhões de documentos processados por dia útil.

A NFS-e nacional tem foco na padronização, promovendo a melhoria da qualidade das informações, a racionalização de custos e o aumento da eficiência. A iniciativa também contribui para elevar a competitividade das empresas brasileiras ao reduzir o chamado custo Brasil, especialmente por meio da simplificação das obrigações acessórias, da dispensa da emissão e guarda de documentos em papel e da redução da burocracia.

Unificação e transparência

“A geração da NFS-e é feita automaticamente, por meio de serviço informatizado disponibilizado aos contribuintes. Para que o documento seja emitido, os dados precisam ser informados, analisados, processados e validados. Se estiverem corretos, a nota fiscal é gerada”, explicou Ariadne Fonseca, diretora de Negócios Econômico-Fazendários do Serpro.

Segundo Ariadne, a plataforma da NFS-e promove o compartilhamento de informações entre as administrações tributárias. “Essa centralização traz mais transparência para todos os envolvidos, pois permite a apuração e a fiscalização com dados integrados em uma base única, além de eliminar possíveis descontinuidades em sistemas locais”, ressaltou.

Para as empresas, a padronização elimina a necessidade de operar dezenas de portais distintos das prefeituras. Com um layout único, os softwares de gestão empresarial (ERPs) passam a se comunicar com apenas um modelo de arquivo (XML), reduzindo erros de emissão e custos de desenvolvimento. Já para o governo, o modelo viabiliza um emissor nacional único (inclusive por aplicativo), facilitando o dia a dia de microempreendedores individuais (MEIs) e pequenos prestadores de serviços.

Imagem: divulgação.

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