O QR Code consolidou-se como o principal formato de pagamento digital na América Latina, superando carteiras digitais, pagamentos por aproximação e outras soluções emergentes. É o que revela a 7ª edição da pesquisa Pulso – O futuro dos pagamentos digitais na América Latina, realizada pela Topaz, empresa do Grupo Stefanini especializada em soluções financeiras digitais, em colaboração com a Celent, referência global em pesquisa e consultoria para o setor financeiro, com 1.023 líderes de instituições financeiras em 20 países da região.
De acordo com o levantamento, mais da metade das instituições entrevistadas já oferece pagamentos por QR Code, com destaque para países como Bolívia (86%), Paraguai (79%), Argentina (68%) e Brasil (62%). No Brasil, a ampla adoção está diretamente associada ao Pix, que popularizou o uso do QR Code ao combinar simplicidade, rapidez e custo zero para o usuário, tornando-se uma das principais portas de entrada para pagamentos digitais no país
“O QR Code mostrou-se como a solução mais aderente à realidade da América Latina, uma vez que elimina barreiras tecnológicas e operacionais. Ele funciona tanto para grandes centros urbanos quanto para pequenos comerciantes e regiões onde o dinheiro ainda predomina”, afirma Jorge Iglesias, CEO da Topaz.
Além de liderar em adoção, o QR Code também apresenta os maiores índices de satisfação entre as instituições financeiras. Em mercados onde essa solução está amplamente disponível, mais de dois terços dos entrevistados afirmam estar satisfeitos com o desempenho dos pagamentos por QR, percentual superior ao observado em carteiras digitais, transferências instantâneas e pagamentos por aproximação (NFC).
O estudo aponta ainda que soluções baseadas em NFC figuram entre as menos bem avaliadas, reflexo da menor disponibilidade de smartphones compatíveis e da infraestrutura limitada em parte dos países da região.
“O que a pesquisa mostra é que inovação, na prática, precisa ser funcional. O QR Code ganhou escala porque resolve problemas reais de acesso, aceitação e custo, especialmente para pequenos negócios”, destaca Iglesias.
Outro dado relevante é o papel das instituições financeiras tradicionais na disseminação desse modelo. Em países com apoio regulatório dos bancos centrais, como a Bolívia, 95% dos bancos e cooperativas já oferecem pagamentos por QR Code, evidenciando a importância dessas instituições na consolidação do ecossistema digital.
Para o setor financeiro, o avanço do QR Code representa mais do que uma evolução tecnológica. Trata-se de um vetor estratégico de inclusão financeira, ao permitir pagamentos digitais em contextos em que o acesso a terminais de ponto de venda é limitado e o uso de dinheiro em espécie ainda é predominante, como pequenos comércios, negócios informais e regiões remotas.
“Os pagamentos por QR Code não apenas ampliam a eficiência operacional das instituições, mas também aceleram a inclusão financeira ao conectar novos públicos ao sistema bancário de forma simples e segura”, conclui o executivo.
O levantamento reforça que, embora novos modelos de pagamento continuem surgindo, o QR Code firmou-se como a solução mais acessível, escalável e adaptada à realidade latino-americana, com o Brasil ocupando posição de destaque como referência regional em pagamentos digitais instantâneos.
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