IA nos negócios: segurança cibernética ganha reforço com a tecnologia

IA nos negócios: segurança cibernética ganha reforço com a tecnologia

Especialista em cibersegurança explica como a tecnologia pode apoiar para garantir as melhores práticas e mitigar riscos relacionados a ataques virtuais

Em tempos de fake news, é muito comum ver notícias do mau uso da Inteligência Artificial, que acabam prejudicando empresas, celebridades e as notícias em geral. São fotos e vídeos manipulados que levam a desinformação e confusões.

Por outro lado, a IA também vem atuando como aliada da segurança cibernética corporativa, automatizando processos e penetrando camadas profundas da internet para mapear ataques cibernéticos. De acordo com um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), a Inteligência Artificial pode detectar até 85% dos ciberataques. 

“São diversas as aplicações da tecnologia na segurança da informação. Ela pode ser usada para analisar dados de tráfego de rede, comportamento de usuários e logs de eventos para identificar atividades suspeitas. Isso pode ajudar a detectar ataques antes que eles causem danos”, explica Cristiano Ribeiro de Souza, gerente de TI da Microservice, empresa que oferece soluções para segurança da informação para empresas.

A resposta aos incidentes também pode ser automatizada para reduzir o tempo de inatividade e prejuízos de um ataque à segurança da companhia. Assim, a identificação da fonte do ataque, a recuperação de dados e a restauração dos sistemas são feitos de forma mais ágil e com maior acesso a informações com uso da Inteligência Artificial.

“Ela pode analisar padrões, identificar anomalias e antecipar possíveis ameaças, permitindo respostas instantâneas a incidentes. Com a tecnologia é possível realizar análises de vulnerabilidades de maneira mais abrangente e precisa. A Inteligência Artificial pode ser treinada para penetrar a deep web e captar as mais sutis ameaças de ataques em andamento, identificando os riscos antecipadamente e implementando soluções em tempo real”, reforça o especialista.

Cenário nacional de ameaças cibernéticas

Um relatório do FortiGuard Labs, divulgado em novembro de 2023, mostra que o Brasil registrou cerca de 328 mil ataques cibernéticos no primeiro semestre deste ano. O número representa quase metade do total de incidentes sofridos em toda a América Latina.

Apesar de mostrar uma queda de 3% em relação ao mesmo período do ano passado, o Brasil ainda é o principal alvo de ataques na região. Cristiano afirma que atualizar as estratégias de proteção constantemente, como o investimento em soluções que contam com apoio da Inteligência Artificial, é essencial para mitigar riscos e evitar problemas.

“A tecnologia e todas as ferramentas desenvolvidas e colocadas no mercado podem ser igualmente usadas para o bem e para o mal. Cabe aos executivos de TI estarem atentos às possíveis ameaças e também olhar para a segurança cibernética como um investimento essencial para garantir o bom funcionamento da corporação e evitar perda de dados e prejuízos para a empresa e seus clientes”, diz o especialista da Microservice.

A empresa vem investindo em pesquisas para a aplicação da Inteligência Artificial em suas soluções a fim de aprimorar suas estratégias de proteção cibernética. “Vemos que o tema está cada vez mais presente no dia a dia das corporações e nas ameaças. Portanto, estamos trazendo soluções neste sentido para os clientes, já para 2024. Afinal, com a rapidez da transformação digital, é importante entender a fundo as novas tecnologias e tendências disponíveis, para estar sempre um passo à frente dos criminosos”, diz Cristiano.

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