Empresas Brasileiras intensificam presença digital: reputação online e engajamento impulsionam decisões de consumo e marca

Empresas Brasileiras intensificam presença digital: reputação online e engajamento impulsionam decisões de consumo e marca

Por Júlia Schiavi, cofundadora e Diretora de Estratégia da Consultings Company e Gianmarco Schiavi, Co-fundador e Diretor Técnico da Consultings Company

Neste ano, a presença e o comportamento das empresas no ambiente digital se consolidaram como um dos principais pilares de competitividade no mercado, afetando diretamente reputação, engajamento e conversão de clientes.

Atualmente, 97% dos consumidores afirmam que análises online influenciam suas decisões de compra, e 92% só interagem com empresas que possuem avaliações de pelo menos 4 estrelas nas plataformas digitais. No Brasil, 9 em cada 10 empresas já estão presentes nas redes sociais, respondendo à demanda dos públicos por canais de interação, visibilidade e suporte. Por outro lado, 40% dos brasileiros já deixaram de seguir perfis de empresas por causa de notícias ou ações negativas na internet, o que reforça o peso da reputação digital nas decisões de consumo.

Apesar desse cenário, um relatório recente da ElectroIQ aponta que apenas 17% das empresas mantêm um plano ativo de gestão de reputação. A maioria ainda atua de forma reativa, dependendo de relações públicas ou medidas legais depois do problema já instalado – um caminho mais lento e menos eficaz.

Ao mesmo tempo, o debate sobre ecossistemas digitais ganha força. Hoje, o WordPress continua sendo a base de boa parte da internet: estimativas recentes indicam que cerca de 43% de todos os sites do mundo rodam na plataforma, consolidando-a como o sistema de gestão de conteúdo mais utilizado globalmente.

Entre os sites que utilizam WordPress estão referências como Casa Branca (White House), NASA, The Walt Disney Company, Time, Vogue, Microsoft News e New York Post, o que reforça a confiança de governos, grandes marcas e veículos de mídia na tecnologia.

No universo dos pequenos negócios, porém, o cenário é outro: pesquisas recentes mostram que cerca de 21% das pequenas empresas usam somente redes sociais, em vez de um site próprio, para gerenciar sua presença online.

 A justificativa costuma ser o baixo custo de entrada e a facilidade de começar “pelo Instagram”. O problema aparece quando o negócio fica preso apenas às plataformas, sem construir uma base própria de dados, sem histórico estruturado e sem canais que sejam realmente da empresa.

Essa dependência exclusiva de redes sociais se torna ainda mais crítica com a chegada da busca por IA (AI search). Ferramentas como ChatGPT, Gemini e outros assistentes de IA passaram a vasculhar múltiplas fontes e entregar respostas prontas, muitas vezes antes mesmo do clique no site.

Estudos e análises de mercado apontam que esses sistemas tendem a priorizar conteúdos estruturados e fontes consideradas mais autoritativas, como sites oficiais, portais e materiais aprofundados, enquanto conteúdos típicos de redes sociais têm menos peso em visibilidade na busca por IA.

Na prática, isso significa que marcas que existem apenas em perfis sociais correm o risco de perder espaço na descoberta digital à medida que a IA se torna um filtro cada vez mais presente na jornada do consumidor. Sendo assim, não basta estar no Instagram. As empresas brasileiras precisam construir um ecossistema digital interligado: site em WordPress, redes sociais, Google, reviews, CRM e automações conversando entre si. Este será o desafio para 2026, pois é essa estrutura que protege a reputação, sustenta o relacionamento e garante espaço na busca – inclusive na busca por IA.

Imagem: https://br.freepik.com/imagem-ia-gratis/arranha-ceus-iluminados-refletem-a-vida-da-cidade-no-crepusculo-gerado-pela-ia_42179652.htm

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