De acordo com um relatório da KPMG, 95% dos líderes do setor financeiro afirmaram que a integração de sistemas, domínios e processos pode aumentar a eficácia da tomada de decisão relacionada a ameaças. Já 85% disseram que o gerenciamento de custos é um fator essencial e uma prioridade estratégica.Esses dados estão na pesquisa “O futuro do risco no setor bancário” (do original, em inglês The Future of Risk in Banking), que contou com a participação de 100 bancos em 33 países.
A pesquisa também apresenta os aspectos que impulsionam a evolução das ameaças no setor financeiro como digitalização, concorrência, incertezas emergentes, mudanças regulatórias e transformação da gestão de risco. Além disso, o estudo analisa as vulnerabilidades organizacionais, sendo elas, as seguintes: complexidade estrutural e a necessidade de aumentar a resiliência e a eficiência dos negócios. Por outro lado, os líderes apontaram a disrupção tecnológica, da qual a inteligência artificial generativa pode ser um exemplo, como um dos principais elementos que estimulam a transformação da gestão de crise.
“Esses fatores influenciam diretamente no aumento da gestão de risco e de sistemas financeiros modernos. Os bancos devem responder rapidamente às ameaças, adaptando as operações, ajustando posições ou modelos de negócios no curto prazo. Uma cultura de conscientização dos problemas a serem enfrentados é essencial por envolver todas as áreas na identificação e resolução dos casos com a velocidade necessária”, explica o sócio-líder de governança, riscos, compliance e forense da KPMG no Brasil, Emerson Melo.
Neste relatório, é apresentado também um roteiro para o que os líderes possam gerenciar os desafios com quatro elementos-chave do ciclo degestão de riscos:
Identificação: analisar sob uma perspectiva ampla, para compreender como os cenários afetam clientes, concorrentes, produtos e operações internas.
Mensuração: realizaravaliações qualitativas e quantitativas e considerar a interdependência entre negócios, tesouraria, tecnologia da informação e demais setores.
Monitoramento, controle e reporte: identificar e mensurar são os principais benefícios da aceleração digital.
Dados e infraestrutura: colher informações confiáveis, provenientes de sistemas integrados. A baixa qualidade dos dados prejudica a decisão e a colaboração.
“Quando executada de forma eficaz e eficiente, a gestão de riscos pode ser uma vantagem competitiva. Com uma visão clara, os líderes podem ajudar o setor financeiro a navegar em meio à volatilidade. À medida que adaptações referentes à inovação tecnológica, influências emergentes e exigências regulatórias são realizadas, o ciclo de defesa é fortalecido para proteger as empresas contra incertezas e, ao mesmo tempo, impulsionar a criação de valor”, conclui o sócio-líder de gerenciamento de riscos financeiros da KPMG no Brasil, Fábio Licere.
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