A Trend Micro Incorporated, líder mundial em segurança na era da nuvem, divulgou o seu relatório anual de previsões de segurança "Misturando Barreiras: Previsões de segurança da Trend Micro para 2014 em diante". A visão geral aponta que uma grande violação de dados irá ocorrer a cada mês durante o próximo ano e ataques avançados de transações bancárias em dispositivos móveis e ataques direcionados terão ritmo acelerado. Ameaças críticas de infraestrutura, bem como os desafios de segurança derivados da Internet das Coisas e da Deep Web também são destaques.raimund_genes_TM

O relatório é paralelo às projeções da Trend Micro de longo prazo lançadas recentemente em um impressionante vídeo online de nove capítulos, intitulado "2020: A Serie", que retrata uma sociedade saturada de tecnologia e as ameaças cibernéticas correspondentes.

"Nós vemos a sofisticação das ameaças se expandindo em ritmo rápido, o que terá impacto sobre indivíduos, empresas e governos", disse Raimund Genes, CTO da Trend Micro. "Desde vulnerabilidades bancárias em dispositivos móveis e ataques direcionados até a crescente preocupação com a privacidade e o potencial de uma grave quebra de sigilo/segurança a cada mês, 2014 promete ser um ano próspero para o cibercrime. Também veremos a evolução da Internet das Coisas, que serve como um prelúdio para a onda de avanços tecnológicos que o encerramento da década trará".

 

A Trend Micro já tornou-se referência pelos acertos em suas previsões. Em 2012, a empresa havia previsto que os malwares para dispositivos móveis e aplicativos atingiriam a marca de 1 milhão até o fim de 2013. Já em outubro, esse número já estava em 700 mil. Outra previsão realizada no ano passado foi de que os ataques direcionados se tornariam mais destrutivos este ano. Apenas nos três primeiros meses do ano, várias grandes empresas sofreram com esse tipo de ameaça, entre elas o jornal The New York Times, Facebook e empresas Sul-Coreanas.

 

As previsões proeminentes para 2014 incluem:

 

• Aplicativos maliciosos e de alto risco para Android chegarão aos 3 milhões;

• Operações bancárias por meio de dispositivos móveis serão comprometidas por um aumento de ataques via intermediário, tornando a verificação em duas etapas inadequada;

• Os cibercriminosos utilizarão cada vez mais metodologias de ataques direcionados, como por exemplo, a pesquisa de código aberto e spear phishing altamente personalizado;

• Os dispositivos móveis serão cada vez mais alvejados por meio de ameaças avançadas, incluindo clickjacking e ataques de “watering hole”;

• Falta de suporte para softwares populares como Java 6 e Windows XP irão expor milhões de PCs a ataques;

• A confiança pública, comprometida pelas revelações de monitoramento ordenado pelos Estados Unidos resultará em uma variedade de esforços para restaurar a privacidade;

• A Deep Web continuará a explorar a falta de capacidade de aplicação das lei para lidar com a generalização dos crimes cibernéticos.

 

O relatório também foca na ascensão da Internet das Coisas, que promete ser o notório divisor de águas em relação à tecnologia pessoal. Com a realidade aumentada sendo entregue através da tecnologia utilitária e utilizável como relógios e óculos, a possibilidade de crime cibernético em grande escala derivando do roubo de identidade, é uma possibilidade muito real conforme a tecnologia continua sua proliferação.