Por que 2026 marcará a diferença entre empresas que usam IA e as que geram valor com ela

Por que 2026 marcará a diferença entre empresas que usam IA e as que geram valor com ela

Em 2026, empresas com DNA adaptativo e liderança preparada para a era humano–máquina devem ganhar mercado. A adoção de IA vai deixar de ser diferencial e se tornar requisito básico, mas o que vai definir o sucesso é como organizações combinam tecnologia com capital humano qualificado, ágil e com mindset voltado à inovação. De acordo com a Gartner a prioridade dos CEOs para o próximo ano será usar IA para “revolucionar o RH”: isso inclui repensar funções, redimensionar equipes, redesenhar processos e alinhar talentos com os objetivos do negócio.
 

Segundo Roberta Rosenburg, especialista em estratégia de negócios e capital humano, a questão central não será mais a disponibilidade da tecnologia e sim a capacidade das pessoas de usar a IA de forma estratégica, com aprendizado prático que permita aos executivos colocarem “a mão na massa” e conduzirem a transformação do negócio. “Com tantas mudanças aceleradas, empresas que mantiverem estruturas rígidas ou mentalidade tradicional correm risco de ficar para trás. Em 2026 o RH passa a ser um protagonista estratégico realinhando organograma, definindo papéis com clareza, promovendo comunicação transparente e tornando cultura uma alavanca de performance. Não será um ano para apagar incêndios, mas para sentar, planejar e estruturar o negócio de forma a responder às demandas rápidas de um mercado dinâmico”, explica.
 

De acordo com a especialista, a adoção de IA sem uma estratégia de gente em conjunto irá resultar em automação vazia, na qual a produtividade pode até subir, mas sem liderança alinhada e times preparados, não será possível avançar com projetos de inovação. Para conseguir transformar tendência em ação, Roberta cita 3 passos que devem ser aplicados em 2026:

  1. Mapear competências e potencial interno: identificar, dentro da empresa, quem tem perfil para liderar transformação e pode se adaptar à nova era humano-máquina;
  2. Investir em programas integrados de IA + desenvolvimento humano: oferecer treinamento técnico + soft skills + “mão na massa” para aplicar IA na prática com segurança e consciência;
  3. Revisar a estrutura organizacional e cultura: repensar organograma, definir papéis, promover transparência, promover mobilidade interna e criar ambientes que incentivem autonomia, inovação e colaboração.

Para Roberta, 2026 será o divisor de águas entre empresas que apenas acompanham tendências e aquelas que realmente se reposicionam para o futuro. “A vantagem competitiva não estará na ferramenta em si, mas na velocidade com que as pessoas aprendem, desaprendem e aplicam novas soluções. As organizações que conseguirem transformar IA em capacidade operacional e pessoas em força estratégica serão as que ditarão o ritmo do mercado no próximo ano”, destaca.

Imagem: https://br.freepik.com/imagem-ia-gratis/perspectiva-futurista-do-estilo-de-vida-dos-nomades-digitais_138709347.htm

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