Dados divulgados pelo Laboratório de Aprendizado de Máquina em Finanças e Organizações (LAMFO), da Universidade de Brasília, revelam novidades sobre o impacto dos robôs no mercado de trabalho brasileiro.

O estudo indica que até 2026, robôs e programas de computador poderão realizar 54% dos trabalhos de carteira assinada. Isso significa que, se as empresas optarem pela automação de processos em sua rotina, 30 milhões de vagas formais poderiam extintas.

Para chegar à conclusão, a LAMFO levou em consideração as 25 milhões de vagas formais geradas no ano de 2017 para cargos que possuem alta probabilidade de automação como engenheiros químicos, carregadores de armazém e árbitros de vôlei. Além disso, o estudo também consultou 69 acadêmicos e profissionais de aprendizado de máquina.

No entanto, a automatização total dos processos no Brasil encontra alguns obstáculos. Em entrevista, Pedro Henrique Melo Albuquerque, professor na Universidade de Brasília, explicou que os dados não representam a eliminação da mão de obra humana. Isso porque as empresas brasileiras teriam que disponibilizar grandes bases de dados para aprendizado de máquina, algo distante em países em desenvolvimento. Além disso, Pedro também explicou que existem limitações econômicas.