Com aumento da IA na videovigilância, especialista aponta cinco formas de tornar centrais mais eficientes em 2026

Com aumento da IA na videovigilância, especialista aponta cinco formas de tornar centrais mais eficientes em 2026

Segundo a Grand View Research, o mercado global de inteligência artificial aplicada à videovigilância deve movimentar cerca de US$ 29 bilhões até 2030, impulsionado pela rápida expansão de câmeras, sensores e sistemas conectados. Esse avanço tecnológico marca um momento em que as centrais de monitoramento passaram a lidar com volumes exponenciais de imagens, alertas e dados em tempo real. Embora o aumento da cobertura traga ganhos relevantes para o setor de segurança, ele também eleva de forma significativa a complexidade operacional, tornando cada vez mais desafiador manter eficiência, precisão e rapidez na tomada de decisão.

Para Lucas CinelliCEO da Octosplataforma SaaS de inteligência artificial em nuvem voltada para o setor de segurança eletrônica, a adoção estratégica de IA deixou de ser diferencial e passou a ser um requisito competitivo. “Em 2026, não será mais viável operar centrais de monitoramento com lógica puramente reativa e manual. A inteligência artificial não substitui operadores, mas amplia sua capacidade de análise, reduz ruídos e transforma dados em decisões mais rápidas e inteligentes”, afirma.

A seguir, o executivo apresenta cinco formas práticas de usar IA para tornar centrais de monitoramento mais eficientes em 2026:

1. Reduzir drasticamente o volume de falsos alarmes

Um dos maiores gargalos das centrais de monitoramento é o excesso de alertas irrelevantes, causados por fatores como animais, insetos, mudanças de iluminação ou condições climáticas. Esses falsos alarmes sobrecarregam operadores, aumentam custos e reduzem a credibilidade do serviço junto aos clientes.

Com algoritmos de visão computacional e aprendizado de máquina, a IA consegue diferenciar eventos reais de ocorrências sem risco, filtrando automaticamente os alertas. Isso permite que a equipe concentre atenção apenas em situações críticas, aumentando a eficiência operacional e melhorando significativamente o tempo de resposta. “Quando a central elimina o ruído, o operador consegue focar no que realmente importa. A redução de falsos alarmes é um dos ganhos mais imediatos e perceptíveis da IA na operação”, destaca Lucas Cinelli.

2. Analisar vídeo em tempo real de forma inteligente

Tradicionalmente, câmeras funcionam como ferramentas passivas de registro. Com IA embarcada, elas passam a interpretar o que está acontecendo nas imagens, identificando comportamentos suspeitos, padrões fora do comum e possíveis ameaças antes mesmo de um incidente se concretizar.

Essa análise em tempo real transforma o monitoramento em uma atuação preventiva, não apenas reativa. Ao detectar anomalias de comportamento ou movimentações atípicas, a central ganha a capacidade de agir de forma antecipada, reduzindo riscos e aumentando o nível de proteção oferecido.

3. Priorizar automaticamente ocorrências críticas

Nem todos os alertas têm o mesmo nível de urgência, mas em operações tradicionais eles muitas vezes chegam de forma desorganizada. A IA permite classificar ocorrências com base em risco, contexto, histórico do local e tipo de evento.

Essa priorização automática garante que situações mais graves sejam tratadas primeiro, reduzindo o tempo de resposta em cenários críticos. “A IA ajuda a central a tomar decisões mais rápidas e conscientes, mesmo em picos de demanda. Ela organiza o caos e dá clareza para o operador agir com segurança”, explica.

4. Apoiar a tomada de decisão dos operadores

Ao contrário do temor de substituição, a IA atua como uma camada de apoio ao fator humano. Sistemas inteligentes podem sugerir protocolos de ação, cruzar informações de diferentes fontes e apresentar recomendações em tempo real durante o atendimento de uma ocorrência.

Esse suporte reduz erros operacionais, padroniza processos e aumenta a assertividade das decisões, mesmo em situações de pressão. Operadores passam a atuar de forma mais estratégica, com informações claras e contextualizadas para agir com segurança e rapidez.

5. Transformar dados operacionais em inteligência estratégica

Além do monitoramento em tempo real, a IA permite extrair valor dos dados acumulados ao longo da operação. Relatórios automatizados, análises preditivas e identificação de padrões recorrentes ajudam gestores a entender falhas, antecipar riscos e otimizar recursos. Com isso, a central passa a funcionar como um hub de inteligência, capaz de apoiar decisões estratégicas, melhorar processos continuamente e elevar o nível do serviço entregue aos clientes.

Para Cinelli, a evolução é inevitável. “As centrais que adotarem IA de forma estratégica em 2026 não apenas ganharão eficiência, mas também previsibilidade, escalabilidade e vantagem competitiva. O futuro do monitoramento passa por unir tecnologia e inteligência humana de forma integrada”, conclui.

Imagem: divulgação.

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