Ameaças de IA generativa estão impulsionando soluções de identidade biométrica

Ameaças de IA generativa estão impulsionando soluções de identidade biométrica

Utilização da biometria avança à medida que as organizações fortalecem a integração e autenticação digital, reporta a iProov


O crescente predomínio de ameaças baseadas em Inteligência Artificial generativa em processos de integração e de autenticação de identidade remotas levaram a um crescimento substancial da demanda por soluções de biometria facial da iProov em 2023, cuja base de clientes ativos aumentou em 30%.


“Nos últimos três anos, transações na plataforma iProov aumentaram 21 vezes, com mais de um quarto dos clientes processando mais de 1 milhão de transações de alto risco anualmente”, comemora Andrew Bud, fundador e CEO da iProov, fornecedora líder de soluções de identidade biométrica facial com base científica. Segundo ele, essas transações foram iniciadas a partir de mais de 27 mil modelos de dispositivos diferentes, reafirmando o compromisso da empresa em maximizar a inclusão dos usuários, independentemente da idade, região, etnia ou classe socioeconômica.


“A iProov desenvolveu um conjunto de soluções de identidade biométrica com base científica que é capaz de estabelecer a presença genuína de um indivíduo, garantindo que ele seja a pessoa certa, uma pessoa real, e que esteja se autenticando no momento”, explica Andrew Bud. “Esta abordagem é a maneira mais eficaz de incapacitar ataques generativos baseados em IA antes que possam causar danos. Por isso, aumentamos em 12,5% o número de colaboradores atuando nas áreas de Ciência e Engenharia.”


Andrew Bud: Transações na plataforma iProov aumentaram 21 vezes nos últimos três anos


A expansão da operação da iProov para a América Latina, em países como México, Brasil e Colômbia, contribuiu para que, em 2023, mais de 100 milhões de indivíduos únicos tenham verificado a sua identidade utilizando a plataforma iProov.


Impacto da IA generativa

De acordo com a iProov, além das preocupações tradicionais com fraude de identidade, as organizações agora devem mitigar os riscos gerados por um número crescente de riscos provenientes de ferramentas de IA generativas transformadas em ameaças. As redes de crime como serviço democratizaram o acesso a ferramentas altamente sofisticadas e têm possibilitado que até mesmo agentes de ameaças pouco qualificados criem meios de comunicação sintéticos realistas, como as deepfakes, para minar os processos remotos de verificação de identidade.


Na avaliação do CEO da iProov, esse tipo de mídia sintética gerou um sentido de urgência maior para as organizações que oferecem integração remota e autenticação remota para transações e serviços de alto risco. Isso porque, agora, é cada mais difícil provar que alguém é quem afirma ser no universo online. As organizações que utilizam serviços de vídeo para verificação remota de identidade pessoal são particularmente vulneráveis a ameaças de deepfake, como mostra um estudo do Idiap Research Institute, segundo o qual apenas 24% das pessoas foram capazes de identificar corretamente um deepfake em um teste a que foram submetidas.


No início de fevereiro, o Gartner confirmou a necessidade de mitigações dos riscos das deepfakes. Segundo Akif Khan, analista vice-presidente do Gartner focado em prova de identidade em canais digitais, “as organizações devem começar a definir uma linha de base mínima de controle trabalhando com fornecedores que estejam investindo especificamente na mitigação das mais recentes ameaças baseadas em deepfake usando detecção de ataques por injeção, (IAD, pela sigla em inglês) combinadas à inspeção de imagem.”

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