Internet das Coisas (IoT) com certeza é uma das tecnologias com grande potencial de crescimento. Usar os mais diversos tipos de dispositivos para captar dados tem inúmeras aplicações e com isso ser mais uma forma de gerar uma infinidade de dados a serem processados.

Dentre estes dispositivos, podemos citar o RFiD aplicado a Gestão de Documentos, possibilitando maior rastreabilidade e segurança. Na maioria dos casos tem sido utilizada para rastrear caixas de documentos. Apesar de prover maior segurança e controle em documentos sensíveis e importantes, seu uso ainda é incipiente em função de seu custo/documento.

Outra forma de utilização de RFiD seria para a e rastrear equipamentos de alto custo e que sejam de suma importância saber sua localização em momentos críticos. Equipamentos médicos é um bom exemplo deste tipo de aplicação.

O potencial de utilização de IoT é muito maior que podemos imaginar. O uso combinado entre dispositivos conectados e integrados a sistemas de monitoramento, segurança e gestão de processos tem um grande potencial de gerar muitos benefícios e ser uma importante ferramenta e fonte de informação.

Um exemplo seria o uso de etiquetas de RFiD em caixas ou documentos combinado com tags em crachás de identificação de colaboradores. Com isso, seria possível controlar de forma ativa através da geração de notificações e alertas aos gestores sobre algumas ocorrências que tem potencial de gerar graves incidentes. Como exemplo, podemos vislumbrar um sistema que monitore se um determinado documento ou caixa contendo documento está próximo ou sendo manipulado por alguém, identificado pelo tag, que não tenha autorização para tal. Ou ainda poder mensurar quanto tempo uma caixa ficou em poder de um colaborador e com isso poder monitorar e otimizar atividades em um processo de manipulação de documentos. Imagine isso combinado com vídeos gerados por câmeras de segurança e estes vídeos via timeline poderem ser rapidamente acessados no ponto exato da ocorrência.

Neste cenário ainda podemos combinar a integração de dispositivos moveis como smartphones para monitorar a movimentação de caixas ou documentos de seu local de origem até o ponto de entrega. Com isso podemos rastrear e monitorar quem está transportando, em que ponto se encontra, quanto tempo resta para sua entrega e finalmente poder identificar no local de entrega, quem está recepcionando, onde, em que horário e até gerar imagens que possam servir de evidencia de entrega.

Existem inúmeras possibilidades quando consideramos combinar e integrar dispositivos com sistemas de informação e gestão de processos.

Porem e sempre existe um porem, como tudo que se refere a informação, temos sempre que ter em mente quais são os dados que necessitamos para integrar com que outros dados e sistemas de informação.

Em um artigo que publiquei nesta coluna, mencionei um caso real de uso de sensores para monitoramento e mensuração de índices pluviométricos. Um ponto crucial neste caso foi onde seria o local mais adequado para refletir com mais precisão os dados necessários para previsão. Além disso, uma outra preocupação seria com o sensores em si. Estariam os sensores devidamente calibrados e ajustados?

IoT com certeza esta na agenda de muitos gestores, mas como qualquer outra tecnologia sua aplicação depende de muito cuidado e principalmente saber exatamente quais perguntas ou questões as informações processadas via dados destes dispositivos devem responder. Ou seja, o que não sabemos e precisamos saber.