Falta de expertise interna trava o uso de IA em 57% das empresas

Falta de expertise interna trava o uso de IA em 57% das empresas

O ano de 2025 terminou com um diagnóstico claro para o mercado corporativo brasileiro: a posse da tecnologia não garante a eficiência do negócio. De acordo com o relatório anual "Panorama de Dados", cerca de 57% das empresas chegaram ao fim do último ciclo apontando a falta de expertise interna como o maior obstáculo para converter a Inteligência Artificial em resultados concretos. O dado revela um descompasso entre o investimento em ferramentas e a capacitação dos colaboradores, evidenciando que a barreira para a inovação migrou do setor de compras para o setor de treinamento.

O legado de 2025 para este ano é a valorização do conhecimento especializado como motor de competitividade. Com a carência técnica interna impactando mais da metade das organizações, investir em parceiros especializados consolidou-se como estratégia para sustentar resultados e acelerar o crescimento. Escolher a melhor agência de SEO e inteligência de dados deixou de ser apenas uma opção e passou a representar um diferencial estratégico para marcas que desejam ampliar sua presença digital e gerar performance consistente, visto que 45% das empresas admitem perder oportunidades por falta de clareza na análise de suas informações.

O balanço do último ano expôs uma contradição operacional severa. Embora 87% das companhias tenham declarado possuir sistemas integrados em dezembro de 2025, a prática das equipes revelou um cenário de fragmentação:

Sistemas paralelos

81% dos profissionais ainda gerenciam dados de clientes fora das plataformas oficiais.

Erros operacionais

63,5% das organizações enfrentaram atrasos causados por informações divergentes entre sistemas;

Desperdício de tempo

Ocupando mais de uma hora semanal, a limpeza manual de dados afetou 82,5% dos colaboradores.

O encerramento de 2025 também consolidou o fenômeno da "Shadow IA", com 36,5% das empresas utilizando ferramentas de inteligência artificial sem aprovação formal. Tal comportamento é impulsionado pela complexidade das plataformas oficiais, citada por 69% dos entrevistados, e pela resistência cultural à mudança, presente em 58% dos ambientes corporativos.

Diante desse cenário, 2026 se apresenta como um ano de ajuste estratégico. O desafio não está em ampliar o portfólio de ferramentas, e sim em transformar dados em inteligência aplicável, com governança, integração e qualificação técnica. A prioridade passa a ser maturidade operacional.

Empresas que compreenderem que tecnologia exige método, capacitação e liderança analítica tendem a converter investimento em performance real. As que ignorarem essa necessidade correm o risco de ampliar o volume de dados, junto com gargalos, retrabalhos e decisões imprecisas.

Imagem: divulgação.

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