A segurança de dados tornou-se a principal preocupação das lideranças na adoção de inteligência artificial. Segundo o Relatório Global sobre o Estado da Infraestrutura de Dados 2025, 56% dos líderes apontam a segurança de dados como o maior desafio na implementação de IA, um aumento de 19% em relação a 2024. O estudo ouviu mais de 1.200 executivos C-level e líderes de TI, em grandes organizações com mais de mil funcionários, e revela que, nos próximos dois anos, os investimentos em IA devem crescer de forma acelerada, ao mesmo tempo em que aumentam as preocupações com riscos, governança e confiabilidade dos sistemas.
Além da segurança de dados, o relatório mostra crescimento nas inquietações com violação interna de sistemas de IA (de 31% para 41%), ataques externos por IA (de 41% para 43%) e conformidade regulatória (de 31% para 37%).
O levantamento também aponta queda nas taxas de sucesso da IA por tipo de modelo. Ferramentas de IA generativa, como ChatGPT e Copilot, recuaram de 95% para 81% na percepção de sucesso. Em paralelo, cresce o investimento em governança e qualidade de dados: a proporção de empresas que melhoram os dados para treinamento subiu de 39% para 49%, enquanto a adoção de frameworks de governança avançou de 32% para 45%. As auditorias regulares de desempenho passaram de 36% para 44%. Já o percentual de organizações sem qualquer estratégia de explicação dos modelos caiu de 42% para 24%. O relatório também aponta queda na confiança dos funcionários: o índice dos que dizem usar IA de forma segura e apenas para fins de negócio recuou de 77% para 65%.
“A IA está elevando o nível de exigência sobre como as organizações governam e gerenciam seus dados”, afirma Octavian Tanase, Chief Product Officer da Hitachi Vantara. “À medida que a IA se torna parte central das operações de negócio, os líderes percebem que governança, visibilidade e controle são tão importantes quanto o desempenho. As empresas que investiram em automação e otimizaram sua infraestrutura de dados avançam com mais confiança, enquanto outras veem a complexidade ampliar a distância entre quem consegue gerenciar esse cenário e quem não consegue”.
Brasil e América Latina
No contexto do Brasil e da América Latina, esse desafio tende a ser ainda mais sensível. A região vive um processo acelerado de digitalização, muitas vezes apoiado em ambientes legados e heterogêneos, o que amplia o risco de iniciativas de IA serem construídas sobre bases frágeis e pouco integradas.
“Na América Latina, vemos um grande entusiasmo em torno da inteligência artificial, mas muitas empresas ainda tentam avançar sem resolver questões fundamentais de infraestrutura e organização de dados”, comenta Pedro Diógenes, Senior Manager Pre Sales Consultant da Hitachi Vantara no Brasil. “À medida que a IA passa a sustentar operações críticas, fica claro que as arquiteturas convencionais já não são suficientes. Infraestruturas High End, projetadas para alto desempenho, resiliência contínua e disponibilidade de dados, tornam-se essenciais para garantir escala, segurança e retorno financeiro. Sem uma base robusta e preparada para cargas intensivas de IA, os projetos tendem a ampliar custos, riscos e frustrações, em vez de gerar valor real para o negócio”.
Para Sheila Rohra, CEO da Hitachi Vantara, o levantamento sugere que sem infraestrutura resiliente, automação e governança, a IA deixa de ser um motor de inovação e passa a evidenciar ineficiências que já existiam.
“Este estudo deixa claro que a IA só funciona quando os dados por trás dela são confiáveis, bem governados e resilientes. Nosso papel é ajudar as organizações a simplificar a gestão de seus ambientes e construir estratégias de dados capazes de sustentar o crescimento no longo prazo”, finaliza Sheila Rohra.
Imagem: divulgação.