Investimentos na área passam a ser prioridade entre as empresas

Cerca de 19.150 notificações de ataques cibernéticos foram registradas em 2019, de acordo com levantamento do Centro de Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR-Gov), órgão vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Esse número equivale a um aumento de quase quatro mil casos em relação a 2018.

A preocupação entrou em foco para a população geral em 2013, quando Edward Snowden expôs o esquema de vigilância em massa realizado por agências de inteligência americanas e britânicas. Na ocasião, os dados foram usados em campanhas políticas e o acesso foi facilitado por empresas como o Google e o Facebook.

Assim, empresas, governo e pessoas físicas ficam vulneráveis a ataques cibernéticos. Em uma tentativa de cessar parte dos ataques, como os ocorridos com os celulares de pessoas ligadas aos órgãos públicos durante 2019, o governo federal criou o Decreto nº 10.222, com medidas para conter os ataques.

Além disso, a CompTIA (The Computing Technology Industry Association), referência na área de tecnologia, também reagiu criando o Conselho Empresarial de Segurança Cibernética da CompTIA no Brasil (CSEC) em parceria com a classe empresarial brasileira.

As empresas correm riscos de ataques à segurança dos dados justamente por, cada vez mais, precisar dessas informações dos clientes e usuários para conseguir operar seus negócios. Desta forma, caso algum vazamento de dados ocorra, os consumidores são diretamente atingidos e a reputação da corporação é manchada.

Sendo assim, investir em cibersegurança se tornou prioridade para as corporações. A CompTIA lançou um compilado de dicas de como manter a cibersegurança em momentos de instabilidade tecnológica. Veja abaixo algumas das instruções, que abrangem pessoas físicas e jurídicas.

 

  • Usar antivírus é importante. Computador, notebook, celular e tablet devem ter.

  • Mantenha os sistemas operacionais sempre atualizados e os backups em dia.

  • Criar senhas de acesso fortes e individuais é essencial. Não é recomendado usar sequências numéricas como “12345”, a palavra “senha” ou nomes de pessoas próximas. Combinações longas, com caracteres especiais e que misturem letras minúsculas e maiúsculas, são mais indicadas.

  • Abrir links suspeitos de e-mails que você não reconhece também não deve ser feito.

  • Pontos de wi-fi gratuitos não são completamente seguros. Aplicativos de bancos e dados mais sigilosos não devem ser acessados a partir dessas redes.

  • Em caso de troca de dispositivo, seja smartphone, computador ou tablet, é preciso restaurar as configurações de fábrica.

 

Essas dicas ajudarão a manter os dados pessoais seguros e privados na rede. Outras tecnologias, como a inteligência artificial, devem surgir para aumentar a segurança das informações no ambiente digital.