De acordo com a última edição do Global Fraud Report, da Kroll, líder mundial em soluções de risco, perto de quatro a cada
cinco (77%) empresas de tecnologia, mídia e telecomunicações foram vítimas de algum tipo de fraude. Os resultados mostram que os tipos mais comuns de fraude neste setor referem-se a roubo, perda ou ataque aos dados (32%), cuja incidência foi maior do que a média geral, de 22%. Em seguida, vêm as fraudes relacionadas a gestão de conflito de interesse (15%) e o roubo de ativos físicos ou em estoque (15%).
Estes números fazem parte da pesquisa encomendada pela Kroll à Economist Intelligence Unit, em nível global, sobre a fraude e seus efeitos nos negócios. Um total de 768 executivos de nível sênior participou da pesquisa, de diversas indústrias, incluindo Serviços Financeiros, Serviços Profissionais, Varejo e Atacado, Tecnologia, Mídia e Telecomunicações, Saúde e Farmacêuticos, Viagens, Lazer e Transportes, Bens de Consumo, Construção, Engenharia e Infraestrutura, Recursos Naturais e Manufatura.
A pesquisa também mostra que quatro a cada cinco (79%) empresas do setor disseram que sua exposição a fraudes aumentou, em grande parte por causa da alta rotatividade (41%) e do crescimento da terceirização e de operações de um país para outro (offshoring) (15%). Entre as empresas que sofreram roubo, perda ou ataque às informações e seu autor foi identificado, 36% disseram que houve o envolvimento de atos ilícitos de funcionários. Dessas empresas, 56% disseram que funcionários de nível junior desempenharam um papel de liderança em casos de fraude nos quais o culpado foi descoberto.
Snežana Gebauer, diretora do escritório da Kroll em São Paulo, diz: “Um dos resultados mais reveladores do relatório é o quanto as empresas estão se sentindo vulneráveis às fraudes. De um jeito ou de outro, o fantasma da fraude surge em todas as relações de negócios. O que o relatório da Kroll põe em evidência é que, com frequência, a fraude é um “trabalho interno” e que as empresas devem buscar tanto nas relações internas e externas se elas são mais eficientes para a proteção do seu dinheiro, de sua propriedade e de seus dados”, diz a executiva.
Apesar dos problemas causados pela alta rotatividade, apenas 33% das empresas dos setores de tecnologia, telecomunicações e mídia estão buscando investir na avaliação de antecedentes de pessoal este ano, levemente abaixo da média de 37% apontada na pesquisa.
“Enquanto a tecnologia possibilitou novas maneiras de se cometer uma fraude, nosso trabalho diário com os clientes confirma o que o relatório também revela – o roubo, o suborno e a propina ainda são efetivas e generalizadas. Com a natureza humana sendo o que é, a fraude sempre estará ao nosso lado, quer ela ocorra no escritório da empresa ou em algum lugar no mundo da cadeia de suprimentos. No entanto, existem diversas estratégias, recursos e melhores práticas disponíveis para as empresas que podem ajudá-las a proteger a si próprias e seus investimentos”, conclui Snežana.
Porcentual de empresas do setor afetadas por diferentes tipos de fraude
|
Tipo de Fraude |
Porcentual de empresas afetadas |
| Roubo de informações |
32% |
| Gestão de conflito de interesses |
15% |
| Roubo de ativos físicos |
15% |
| Fraude financeira interna |
12% |
| Fraudes ligadas a fornecedores ou às áreas de abastecimento e compras |
7% |
| Falhas de compliance |
7% |
| Corrupção e suborno |
5% |
| Lavagem de dinheiro |
3% |
| Conluio de mercado |
3% |
| Roubo de propriedade intelectual |
1% |