Este mês acontece o tão esperado encontro de especialistas globais de ECM durante a realização da AIIM Expo + Conference, de 19 a 22 de abril, na cidade da Filadélfia (EUA). Além dos principais temas do encontro como  colaboração, BPM, gestão de documentos, e-discovery, records management entre outros que farão parte das palestras e talk-shows, algumas discussões relevantes serão motivo de conversas entre os participantes, talvez até mais que assuntos de corredor, mas assunto para os próximos anos também. 

[private] Perguntamos aos especialistas da AIIM, como Bob Larivee, diretor internacional da entidade, sobre quais as principais tendências segundo sua opinião. Para ele, haverá este ano um número importante de questões-chave sobre o mercado que serão amplamente discutidas. “Em primeiro lugar na agenda está o Cloud Computing, seguido do acesso por meio de dispositivos móveis às informações gerenciais e também o retorno ao básico gerenciamento de documentos e workflow”, ressalta o diretor da entidade, responsável também por boa parte da agenda do evento.

Larivee é categórico ao afirmar que o Cloud Computing foi o hype (traduzindo-se por hype aquilo que virou uma nova onda tecnológica) mais importante nas discussões do mercado durante todo o ano de 2009, tanto por meio da imprensa quanto por parte das grandes empresas de análise do mercado, chamando a atenção para todo tipo de informação, onde afirmam os futuristas que o mundo será gerenciado por meio da “Nuvem” em detrimento da própria infraestrutura computacional das empresas.

No entanto, como alerta o diretor outras perguntas devem ser feitas como: O custo é viável? Será que não passa de uma onda? Será seguro? Será legal? Podemos confiar na segurança dos serviços dos provedores de serviços em cloud para informações confidenciais de missão crítica? “Todas essas perguntas são importantes – mas questões que suscitam um conceito que ainda não tem respostas são difíceis de responder”, pondera.

Outro tema-chave para discussão será o crescimento do uso de dispositivos móveis dentro das organizações. “Assim como as pessoas têm usado o iPhone, Blackberries e um grande número de dispositivos inteligentes, elas estão esperando para acessar seguramente documentos por meio desses dispositivos. Quais são as implicações em termos de políticas e regras, praticabilidade.

Quais as soluções disponíveis? Isso é um requisito que apesar de muito novo tem conquistado espaços num mundo em que o consumidor é rapidamente envolvido pelo universo corporativo. Eu realmente não espero tantas questões no congresso, mas certamente serão ideias que começarão lá.  De fato, meu colega Jarrod Gingras será o responsável para apresentar o tema no congresso”, informa.

Foco no essencial

A terceira área de discussão e, possivelmente, a mais importante, na opinião do diretor será uma discussão permanente. A discussão que ecoa e a que teremos no congresso desde 10 ou 15 anos atrás. “Desde a explosão do “dot.com” a cada ano temos migrado de sonhos: o sonho da Web Content Management (gerenciamento de conteúdos na web), da colaboração, dos grandes sistemas de corporativos etc. Agora estamos de volta ao começo comprando e vendendo sistemas de gestão de documentos e workflow para nichos de negócio específicos e suas necessidades como contas a pagar, formulários etc. A realidade está de volta, e isso é uma coisa boa, as pessoas estão retornando ao básico e comprando tecnologia de gerenciamento para implementar seus processos de negócios”, analisa Larivee.

Alan Pelz-Sharp, analista de mercado global de ECM, da The Real Story Group (ex-CMS Watch), aposta em dois assuntos já tradicionais no incremento das ofertas de software open source e o ECM em Cloud.

“Veremos mais ênfase na promoção de empresas de open source como a Alfresco que a propósito está certificada como DOD 5015.2 e que foi a primeira a requerê-lo. Também penso que os fornecedores vão promover ofertas de serviços em cloud, e em mais palavras em modelos de SAAS – “software as a service”, reforça Sharp.

A DOD 5015.2 é uma certificação do governo americano para softwares de Records Management. Mesmo sendo desenvolvida especificamente para a área de Defesa (área militar), a certificação tornou-se um padrão para qualquer sistema sério de Records Management.

O analista vê com muito interesse a renovação que as empresas do segmento estão dando às especificações pelas verticais de negócios. “Está nítida a tendência das plataformas de ECM turbinadas para a área financeira, de governo etc. Esta é uma área que alguns se referem como Content Enable Vertical Applications  (Ceva- Conteúdo Ativo para Aplicações em Verticais – em português) e  acharemos estas ofertas especializadas como  a Kofax tem feito, além de um grande foco em outros fornecedores de software como Hyland, entre outros”, acrescenta.

Outro grande mercado, que tanto nos Estados Unidos quanto em várias partes do mundo, será foco este ano, é a indústria da saúde. Segundo Sharp, em particular, a atenção que a saúde vem recebendo do governo americano e também em razão das novas regulamentações do país para a transformação de todos os prontuários de pacientes em documentos digitais até 2014, e ainda as regulamentações quanto à busca de informações sobre pacientes, ressaltando o aspecto de segurança em meio a uma grande massa de notificações. “Isso terá um foco grande em segurança, rastreamento de auditorias e workflow de processos”, lembra Sharp.

O progresso das discussões sobre os padrões de CMIS - Content Management Interoperability Services também serão alvo de debates na feira, inclusive com demonstrações de como são competitivos os produtos agora e mais sua interoporabilidade e possibilidade de coexisitir de maneira simples. [/private]