Medidas técnicas são necessárias para oferecer um sistema transparente e seguro aos usuários

O Brasil é um dos líderes mundiais de fraudes no comércio eletrônico ー clonagem de cartão de crédito é uma das formas de ataque. Esse tipo de transação faz com que os consumidores e os lojistas tenham prejuízos; o segundo caso, o prejuízo financeiro pode ser extremamente alto, assustando os donos de e-commerces.

Existem vários tipos de fraudes eletrônicas. A mais comum delas é a efetiva, em que o cibercriminoso clona o cartão de alguma pessoa ou rouba os dados bancários dela para efetuar compras. Essa fraude é silenciosa, porque a operação é feita com dados reais de uma pessoa, tornando difícil para a empresa detectá-la.

Nesses casos, o cliente entra em contato com a operadora de cartão de crédito, alegando não reconhecer a compra. O que acontece depois disso é o temido chargeback: a empresa é obrigada a devolver o dinheiro do consumidor cujos dados foram roubados. O problema é que nesse ponto a empresa já ficou sem o produto e o dinheiro, o que pode gerar enormes prejuízos. Se as ações fraudulentas forem frequentes, a empresa perde credibilidade e potenciais clientes. Além disso, a imagem fica arranhada e também é necessário um trabalho de comunicação para melhorar a reputação da marca ー o que também custa dinheiro.

Para um e-commerce ser respeitado e confiável, contudo, são necessários algumas práticas. A primeira delas é contratar um sistema de antifraude ou desenvolver o software internamente. O programa será responsável por rastrear todas as compras e informar ações suspeitas. Há planos tanto para micro e pequenas empresas como para aquelas de grande porte. A companhia também precisa investir em alguns equipamentos técnicos e de segurança para o site.

O protocolo https deve estar habilitado por padrão na página de compras, para evitar a interceptação de usuários mal intencionados; a loja virtual também necessita ter um banco de dados atualizado com informações sobre os clientes que a visitam, como endereço de e-mail, região onde residem, endereço IP, entre outros. Eles deverão ser processados por um servidor de qualidade, para assim calcular de forma mais precisa os riscos efetivos de alguma transação.

O protocolo SSl é obrigatório, mas se for possível ter outros certificados e selos  de segurança é melhor ainda. Quando os consumidores verificam a existência dessas comprovações de segurança, mais credibilidade o seu e-commerce passa a ter.

Também é de extrema importância que você avalie com cuidado qual plataforma vai intermediar as compras feitas pela loja virtual. Vários métodos de pagamento e certificados de autenticação são alguns dos recursos que essa plataforma de vendas deve oferecer. Quanto mais facilidades e segurança ela proporcionar, mais confiança o consumidor terá em realizar a compra na loja virtual, pois você estará fornecendo mais tranquilidade e segurança para os clientes, diminuindo as probabilidades de ataques de cibercriminosos.

Por fim, para que a sua loja também tenha alcance do público-alvo, é necessário ser transparente e investir no marketing. Estar presente em redes sociais, responder os clientes e resolver os problemas deles são algumas das atitudes de uma loja virtual séria e com presença. Ser transparente em relação aos dados coletados, por meio de uma política de privacidade, também é essencial. Na página inicial no e-commerce é importante também forneça os dados da empresa, como a razão social e o CNPJ.

A junção de todas essas medidas fará com que você tenha mais segurança no negócio. O sistema de antifraude, a plataforma confiável de vendas e um código bem estruturado do site, sem pontas soltas e sendo hospedado em um bom servidor, fará com que você tenha menos riscos de levar um prejuízo. E a boa relação e transparência com os clientes reforçarão essa política da empresa.