Agentes autônomos respondem por 17% do valor empresarial agregado pela IA, aponta BCG

Agentes autônomos respondem por 17% do valor empresarial agregado pela IA, aponta BCG

Um novo estudo do Boston Consulting Group (BCG), intitulado "How AI Is Paying Off in the Tech Function" revela que, em 2024, 7% do valor total que a IA gerava às empresas tinha origem na função de tecnologia. Essa participação quase dobrou, alcançando 13% em 2025, ficando atrás apenas de pesquisa e desenvolvimento (P&D), com 15%.

"Os casos de uso de criação de valor em tecnologia frequentemente se relacionam com automação e eficiência, duas áreas em que a IA melhora de forma mensurável a velocidade de entrega, a qualidade do código e a mitigação de riscos. A modernização de tecnologias legadas desponta como um novo caso de uso de criação de valor", comenta Ricardo Tiezzi, diretor executivo e sócio do BCG.

Segundo o levantamento, ao longo do ciclo de vida de desenvolvimento de software (SDLC), dois terços das companhias pesquisadas estão usando IA e 36% estão escalando ou têm a IA totalmente implantada, projetando um aumento de produtividade de 44%. Na gestão de dados, em tarefas consideradas "fundamentais para a prontidão da IA", as empresas já veem ganhos de produtividade superiores a 25%, com expectativa de mais de 45% em plena implantação.

Outro destaque da pesquisa está no uso de agentes que, mais do que ferramentas de automação, estão se tornando o "córtex frontal" das organizações. Esses agentes observam, planejam e executam ações para otimizar operações, reduzir custos e acelerar o crescimento dos negócios. A análise mostra que eles já representam cerca de 17% do valor da IA em toda a empresa em 2025, e essa participação está crescendo rapidamente, devendo chegar a 29% até 2028.

O BCG enfatiza que, embora as transformações sejam desafiadoras, os benefícios são inegáveis. De acordo com o estudo "How Agents Are Accelerating the Next Wave of AI Value Creation", ferramentas e dados compartilhados podem reduzir custos em até 30% e aumentar a produtividade em 25%. À medida que a reutilização aumenta, o tempo de lançamento no mercado pode melhorar em 50%.

A análise indica ainda que, atualmente, três quartos dos grandes adotantes acreditam que a IA já está permitindo novas fontes de valor e vantagem competitiva. “Os ganhos de produtividade são frequentemente o benefício inicial da adoção da IA, mas o verdadeiro prêmio na era dos agentes é a diferenciação. E o verdadeiro desafio é sustentar a vantagem quando a IA pode habilitar novos concorrentes disruptivos e diminuir as vantagens tradicionais", finaliza Tiezzi.

Os estudos completos estão disponíveis, em inglês, no site do BCG.

Imagem: https://br.freepik.com/imagem-ia-gratis/ai-tecnologia-e-interacao-humana_417567509.htm

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