Custos invisíveis de infraestrutura travam avanço da inteligência artificial nas empresas

Custos invisíveis de infraestrutura travam avanço da inteligência artificial nas empresas

Sem base tecnológica adequada, iniciativas de IA podem gerar desperdício de recursos e dificuldades de escala


A inteligência artificial avança rapidamente nas empresas e começa a deixar de ser apenas uma iniciativa experimental para integrar processos críticos de negócio. Segundo o levantamento The state of AI in 2025: From experimentation to execution da consultoria McKinsey & Company, 88% das organizações já utilizam IA em pelo menos uma área de negócios, sinalizando a consolidação dessa tecnologia nas estratégias corporativas e ampliando a pressão sobre a infraestrutura que sustenta essas operações. À medida que essas iniciativas avançam, porém, organizações passam a enfrentar um desafio menos visível: os custos necessários para sustentar aplicações baseadas em dados, que demandam maior capacidade de processamento, redes mais robustas e tecnologia integrada.

Os impactos dessa lacuna já começam a aparecer no mercado. De acordo com o levantamento Gartner Predicts, cerca de 30% dos projetos de inteligência artificial generativa devem ser abandonados após a fase de prova de conceito até o final de 2025. O recuo deve-se, em grande parte, aos custos elevados e à complexidade de escalar essas soluções nas operações corporativas. Redes sobrecarregadas, capacidade limitada de processamento e ambientes tecnológicos fragmentados podem comprometer o desempenho das aplicações e gerar desperdício de recursos quando projetos não conseguem avançar para etapas mais maduras de implementação.

“Muitas empresas avançaram rapidamente na adoção de ferramentas de inteligência artificial, mas não revisaram a infraestrutura que sustenta essas aplicações. Quando a IA passa a apoiar processos críticos, cresce significativamente a demanda sobre redes, processamento de dados e disponibilidade dos sistemas. Sem essa preparação, as empresas podem enfrentar desde degradação de desempenho até desperdício de recursos em projetos que não conseguem escalar”, afirma William Cavalcanti, CEO e fundador da RGL Solutions.

De acordo com Raphael Cabral, diretor comercial da RGL Solutions, a preparação das empresas passa por uma abordagem mais integrada da infraestrutura tecnológica, envolvendo redes, automação, arquitetura de sistemas e estratégias de continuidade operacional. Segundo ele, contar com apoio especializado na estruturação desses ambientes pode ajudar empresas a dimensionar corretamente seus projetos de inteligência artificial e evitar desperdícios associados a implementações mal planejadas.

“Sem infraestrutura adequada, o potencial dessas tecnologias tende a ficar restrito ao campo das promessas, sem conseguir avançar para aplicações reais nas operações”, finaliza.

Imagem: https://br.freepik.com/fotos-gratis/fundo-de-banner-de-armazenamento-em-nuvem_16016448.htm
 

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