Com apenas 48% dos projetos digitais atingindo metas, empresas buscam soluções orientadas a resultados

Com apenas 48% dos projetos digitais atingindo metas, empresas buscam soluções orientadas a resultados

A forma como empresas de tecnologia definem preços para projetos de desenvolvimento de software está passando por uma transformação importante, impulsionada principalmente pelo avanço da inteligência artificial. Apesar disso, a precificação e a execução continuam sendo um gargalo, visto que uma análise da Gartner com mais de 3.000 CIOs revela que apenas 48% das iniciativas digitais realmente atingem ou superam suas metas de negócio.

O ganho de eficiência proporcionado pela automação e IA libera equipes para atuarem em camadas estratégicas do desenvolvimento, como arquitetura de soluções, integração entre sistemas, segurança, governança e impacto direto no negócio. Essa mudança tem impulsionado a adoção de modelos de precificação orientados a outcomes, ou seja, baseados em resultados concretos e mensuráveis para o cliente, em vez de apenas no tempo ou esforço investido.

Atenta a esse movimento, a Softoempresa de soluções de IA e software customizado, adota modelos baseados em valor e resultado para projetos de desenvolvimento de software, como os Outcome Pods, um formato de entrega contínua que substitui fábricas de software baseadas em horas por unidades orientadas a impacto direto no negócio. Fabio SeixasCEO da empresa, destaca a necessidade de repensar a cobrança tradicional. “A cobrança por hora não reflete mais o valor do que é entregue. O verdadeiro desafio está em gerar impacto mensurável e sustentável para o negócio do cliente, e é isso que orienta nossos modelos de precificação e desenvolvimento de software”.

Na prática, a transformação na precificação desloca a atenção do tempo e esforço despendidos para os resultados efetivamente gerados. Aspectos como integração entre sistemas, confiabilidade, segurança e impacto no negócio passam a ter papel central na avaliação dos projetos. Esse cenário leva empresas e clientes a repensarem não apenas os processos técnicos, mas também os modelos econômicos, criando espaço para estruturas de precificação que valorizam resultados contínuos, mensuráveis e sustentáveis ao longo do tempo.

Segundo Fabio, essa transformação tende a redefinir não apenas contratos, mas também a relação entre empresas e clientes. “Quando a precificação passa a ser baseada em valor ou resultado, os incentivos se alinham. Quem desenvolve o software passa a ser recompensado pelo sucesso do cliente, e não pelo volume de horas trabalhadas. Isso exige mais maturidade, métricas claras e transparência, mas cria relações mais sustentáveis e orientadas a resultado”, conclui.

Imagem: divulgação.

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