No âmbito empresarial, algumas medidas mostram-se fundamentais para os executivos que desejam amenizar o impacto do coronavírus

Por Renato Halt*

O mundo se encontra entregue à necessidade de se isolar diante o quadro extremamente contagioso de Covid-19. No Brasil, isso não poderia ser diferente. Acima de qualquer preocupação técnica, a valorização das pessoas deve ser um objetivo compartilhado por organizações de todos os tamanhos e segmentos. Partindo do princípio de que o bem-estar dos profissionais está preservado e que novos modelos operacionais estão sendo adotados a fim de evitar contaminações, a discussão se expande para formas de se minimizar riscos e garantir o funcionamento dos departamentos afetados.

A tendência é de que a quarentena seja aplicada por cada vez mais estados no país, abrindo espaço para que o home office seja introduzido como meio principal de se dar continuidade às atividades de trabalho. Em consequência dessa transição, fica exposta a necessidade de se olhar com cuidado para setores específicos, entre eles, a gestão fiscal requer uma atenção estratégica.

Para auxiliar e indicar um caminho seguro no meio de tantas notícias e incertezas quanto ao futuro, preparei um artigo completo sobre o tema. Acompanhe!

A função do Compliance na adversidade

São várias as mudanças provocadas pela influência da pandemia, no entanto, um fator continua com a mesma importância: a conformidade com a legislação. Uma empresa cuja cultura organizacional e filosofia interna estão de acordo com o cumprimento de obrigações legais não só minimiza a possibilidade de prejuízos acontecerem, como proporciona um espaço amplo para a implementação do trabalho remoto.

Mais do que nunca, o momento exige o comprometimento dos que detém o poder de decisão, e priorizar a integridade de processos que envolvem a circulação de dados é assegurar que entre tantos obstáculos causados pelo cenário, a falta de segurança informacional não será um deles. O uso do home office não deve ser sinônimo de distanciamento, pelo contrário. Com o auxílio de ferramentas inovadoras, a oportunidade de amplificar procedimentos baterá na porta dos profissionais e colaboradores.

Tecnologia é agente simplificador

Uma gestão fiscal otimizada e frutífera em termos práticos potencializa o sucesso de qualquer negócio. Com o direcionamento de um olhar atento a esse setor eventualmente renegado ou deixado para segundo plano, soluções tecnológicas passam a ajudar na consolidação dos dados como aditivos para as empresas. Mesmo à distância, softwares como ERPs se responsabilizam pela automatização de todos os processos e etapas relacionadas ao armazenamento e tráfego das informações. Os ganhos são variados, desde uma eficácia operacional ágil e segura até a redução exponencial de falhas críticas.

Movimentos fiscais são complexos e considerando o quadro do país, extremamente caótico e dinâmico, ter a assertividade da máquina em prol do negócio é fundamental para a geração de novos insights. Análises preditivas serão possibilitadas e com elas, projeções fieis sinalizarão os próximos passos. Se o coronavírus e sua disseminação favoreceu à instabilidade empresarial, estima-se ainda mais a segurança oferecida pela utilização de métodos automatizados.

Gerenciamento flexível e equipe responsiva

O profissional que antes trabalhava manualmente com repasse e estoque de dados, lidando com atividades exaustivas e repetitivas, será deslocado para tarefas subjetivas e estratégicas, atribuindo-lhe o devido valor. Não é sobre substituir o material humano, pelo contrário, trata-se de engrandecer seu papel e contribuição para o funcionamento do negócio como um todo. No contexto do coronavírus, esse é um dos pilares mais importantes, afinal, fortalece a base de sustentabilidade de organizações de todos os tamanhos; nada é mais crucial para a retomada da normalidade que as pessoas por trás das empresas.

Com uma gestão fiscal transparente e de fácil comunicação entre prestador e cliente, priorizando o controle responsável de documentações inseridas no meio digital, a evolução do departamento acompanhará a tendência do home office e as implicações do período em que vivemos enquanto sociedade global.

Como anda a área fiscal de sua empresa? Participe desse debate urgente e faça essa reflexão!

*Renato Halt é Co-Founder da b2finance e Head of SAP Business One.