Enquanto empresas em todo o mundo aceleram suas estratégias de Inteligência Artificial, cresce também a demanda por infraestrutura digital capaz de suportar workloads, que é o conjunto de recursos, códigos, aplicações e processos computacionais de alta densidade. Para trazer clareza a este tema, a NextStream, experiente em soluções tecnológicas de infraestrutura para data centers há mais de 20 anos no mercado, traz à tona os quatro mitos sobre inteligência artificial que circulam no mercado, e uma verdade que as empresas e a sociedade precisam compreender sobre o potencial transformador da tecnologia.
"A IA já não é um conceito de ficção científica; é uma ferramenta que está remodelando as nossas vidas e os nossos locais de trabalho de maneira profunda. Uma estratégia de IA é tão poderosa quanto a infraestrutura sobre a qual é construída. É nesse ponto que os data centers se tornam críticos para garantir capacidade computacional, eficiência energética e disponibilidade. Vemos líderes em toda a América Latina prontos para inovar, mas muitas vezes retidos por mitos sobre o impacto operacional e os custos da IA, por exemplo", afirma Marco Kalil, CRO da NextStream.
"No entanto, a proliferação de desinformação pode criar medo e impedir a adoção. É hora de mudar a conversa sobre IA passando do medo e do hype para a oportunidade e o valor. O nosso objetivo é fornecer uma perspectiva clara e honesta que permita às empresas focarem mais na construção de uma vantagem competitiva real”, completa o executivo.
1. IA é a maior causa do aumento da energia mundial – MITO
A Inteligência Artificial contribui para o aumento do consumo de energia total usada pelos data centers, mas não é a única causa. Outros serviços em nuvem, streaming de vídeo, armazenamento de dados e serviços digitais, entre outros, também consomem muita energia. A IA é um fator importante em crescimento, mas não o único motor energético.
2. A única forma de mitigar o impacto ambiental dos data centers é reduzir seu uso - MITO
Essa visão pessimista toma como verdade que tudo ligado à IA é ruim para o meio ambiente. Entretanto, existem desafios que vão além da eletricidade - o uso de água no resfriamento, a densidade energética, a necessidade de suprimentos estáveis de energia e a infraestrutura de backup (como geração contínua) podem introduzir impactos ambientais também. Mas, nesse caso, a aplicação inteligente de tecnologia pode reduzir o consumo real de energia e emissões de CO₂, especialmente quando combinada com práticas operacionais adequadas e planejamento sustentável desde a construção até a operação.
3. IA e IA generativa são sinônimos - MITO
Entender essa diferença é importante porque cada tipo de inteligência artificial precisa de uma infraestrutura própria. A IA generativa — como as que criam textos, imagens ou vídeos — exige computadores muito potentes, com várias GPUs trabalhando juntas. Já outras soluções de IA usadas em análises de negócio funcionam muito bem em estruturas mais simples, como ambientes de nuvem híbrida. Operadores de infraestrutura, como a NextStream, projetam ambientes de data center preparados para diferentes densidades computacionais, garantindo eficiência energética, conectividade e disponibilidade para cada tipo de workload.
4. A IA é totalmente incompatível com metas de sustentabilidade - MITO
A IA pode aumentar emissões e consumo energético, mas o impacto ambiental não é inerente à tecnologia e sim às condições em que ela é operada. Fatores como matriz energética local, localização geográfica, políticas públicas, investimentos, entre outros, influenciam diretamente a pegada de carbono da IA. Em regiões com energia limpa e infraestrutura moderna, o impacto ambiental pode ser significativamente menor do que em locais dependentes de combustíveis fósseis.
5. A expansão da IA só é viável se estiver integrada ao planejamento energético e de infraestrutura - VERDADE
A IA deixou de ser uma aplicação digital isolada e passou a gerar demanda física contínua por eletricidade, água e capacidade de rede, especialmente por meio de data centers de alta densidade energética. O crescimento da IA ocorre de forma permanente, impulsionado pelo uso cotidiano em larga escala, o que pressiona sistemas elétricos, recursos hídricos e infraestrutura local quando não há coordenação prévia. Nesse contexto, países e empresas que alinham expansão de data centers, matriz energética, eficiência operacional e planejamento territorial conseguem transformar a IA em vantagem competitiva, enquanto a falta dessa integração tende a gerar gargalos, aumento de emissões, conflitos regulatórios e riscos à própria continuidade do crescimento tecnológico.
“Existem muitos mitos em torno da inteligência artificial. E o que vemos no mercado é que a adoção já começou e não vai desacelerar. O verdadeiro desafio agora é garantir infraestrutura capaz de sustentar esse crescimento de forma eficiente, segura e escalável”, finaliza o executivo.
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