O terremoto que atingiu o Nepal e afetou 8 milhões de pessoas, com mais de 4 mil mortos e 8 mil feridos é uma tragédia que dificilmente será esquecida. Graças ao trabalho de voluntários, ONGs e agências de socorro, o resgate pôde ser desenvolvido com a presteza necessária. Em crises como essa, novidades da tecnologia que prometem ajudar a rotina das pessoas podem ser colocadas à prova, e isso foi o que ocorreu com o Big Data.

O sistema que utiliza coleta de informações em fontes diversas, uso de computadores poderosos e cruzamento de dados com algorítimos complexos já ajudou em outros desastres e está ajudando o contato entre familiares e conhecidos das vítimas nepalesas espalhados pelo mundo. Os esforços para colocar à prova o Big Data começaram no teremoto de 2010 no Haiti e no tsunami do Japão em 2011. Governos pediram que os cientistas da computação aproveitassem os três Vs do Big Data (volume, variedade e velocidade) para prever desastres que afetam vidas e a economia.

Mas os pesquisadores descobriram que a nova tendência em tecnologia poderia ser ainda mais útil. Os quatro elementos-chave da gestão de catástrofes são a prevenção, preparação, resposta e recuperação. O Big Data tem potencial para ajudar com todos eles. No tsunami do Japão foram gerados 2 mil tweets por segundo, muitos com informações sobre áreas devastadas e desaparecidos. O volume é grande, mas os filtros gerados por quem quer ajudar facilitam o trabalho. O blog iRevolution explica bem isso.

-Big Data e a importância da gestão de informações serão destaques no ECMSHOW 2015, que, em sua sexta edição, traz um formato novo, com 3 eventos presenciais (em 01 e 02 de setembro) e mais 10 congressos virtuais durante todo o ano. Acesse o site do ECMSHOW para ver mais sobre o evento presencial e a agenda dos eventos virtuais. -

Prever o desastre continua um desafio, mas cuidar para que as informações circulem para preparar a população em caso de crise desse tipo, responder rapidamente à tragédia com serviços e ajuda, além de dar apoio e recuperar do modo mais rápido parecem mais facilitados com novas tecnologias. Tudo porque a informação pode ser capturada e cruzada com finalidade específica e rapidez. A organização de ajuda Ushahidi prestou vários serviços ao Nepal após o terremoto. Tudo usando o Big Data.
A quantidade de dados geradas por satélites, drones e smartphones ultrapassou o volume conhecido. Mapas interativos ajudaram conhecidos a localizarem vitimas e enviarem informações úteis.

Um dia pode ser que a tecnologia consiga prever desastres naturais desse tipo. Por enquanto, ela está sendo útil para facilitar a ajuda e o contato. O que já é muito mais do que havia.