Vamos direto aos fatos. A evolução tecnológica afetou drasticamente ou eliminou diversas companhias poderosas nos últimos anos. Kodak, Blockbuster, Nokia, Motorola, Washington Post, só para citar algumas que passaram por crises, mudaram o foco de negócios ou simplesmente desapareceram. E muitas dessas nossas conhecidas viviam a tecnologia ou a usavam de forma razoável. Mas, então, o que as fez ficarem ultrapassadas? A resposta é simples: elas pararam, nem que por um breve momento, no tempo. E isso é um risco de extinção quando se fala em velocidade de adaptação tecnológica.

Novidades são lançadas a todo momento. É verdade que algumas somem e não passam de fumaça, outras porém afetam de maneira radical os negócios. Foi assim com a chegada dos PCs ao escritório, com as redes, com a Internet, com o e-commerce e agora com a nuvem, big data, mobilidade, analytics e social. Muitas empresas correm o risco de desaparecer nesse novo momento da tecnologia.

Essas novas forças de mercado ainda trazem um novo desafio. Elas se apresentam juntas. Não é mais um produto, como foi o ERP, ou um conceito de reformulação, como foi o e-business. E, mais complicado ainda, elas são reflexo de outras causas como a popularização da tecnologia, as start ups criadas por nerds, a queda de preço do processamento e armazenagem, etc. Na verdade, é uma síndrome.

Faltam nomes para definir esse pacote de tendências. Elas são denominadas individualmente, mas juntas não sabemos como chamar. Alguns institutos especializados tentaram colocar um rótulo. Coisas como Nexus de Forças, Terceira Camada e SMAC estão em relatórios e alertas sobre essa transformação. Mas o que parece mais fazer sentido é Transformação Digital. " O futuro do negócio é Digital " diz um paper da Forrester Research. E talvez seja simplesmente isso mesmo.

- As novas tendências de mercado estarão no ECMSHOW 2015, que, em sua sexta edição, traz um formato novo, com 3 eventos presenciais (em 01 e 02 de setembro) e mais 10 congressos virtuais durante todo o ano. Acesse o site do ECMSHOW para ver mais sobre o evento presencial e a agenda dos eventos virtuais. -

Olhando passado, presente e futuro, é possível notar que ter tecnologia que foi a glória de uma década atrás não significa muito. E, mais surpreendente, ter computadores, redes, servidores e uma parafernália de TI parece que não indica que uma empresa está no mundo digital. Isso porque é preciso ter tempo de decisão e atitude como um sistema digital. A Nike, por exemplo, mudou de uma empresa fabricante de artigos esportivos para uma marca licenciadora. A Starbucks passou de um café para uma experiência de consumo e troca de ideias (confira o MyStarbucks). A AT&T será em alguns anos uma marca que controlará sua casa e não mais somente seu telefone. Todas usam a tecnologia para fazer isso, mas parecem estar anos-luz à frente de outras que também usam tecnologia, só que de uma forma arcaica.

Parece mesmo que hoje em dia há uma diferença entre quem tem TI e se preocupa com corte de custos e eficiência e quem é digital e está inovando para abrir novas frentes e ser mais ágil. Essa diferença entre digital e a tecnologia antiga pode ser o meteoro que irá fazer uma seleção natural nos negócios. Empresas que se adaptarem evoluirão para explorar esse novo mundo, enquanto as que não o fizerem virarão algo para escavarmos e ver como era antigamente.