Brasil hiperconectado pressiona infraestrutura e acelera demanda por redes mais robustas

Brasil hiperconectado pressiona infraestrutura e acelera demanda por redes mais robustas

Crescimento acelerado do uso de smartphones e da demanda por 5G amplia debate sobre a capacidade da infraestrutura brasileira de suportar a hiperconectividade

O avanço da hiperconectividade no Brasil tem ampliado a pressão sobre a infraestrutura de telecomunicações e reforçado a necessidade de investimentos em redes mais robustas e estáveis. Dados da 36ª edição da Pesquisa Anual do FGVcia sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas, divulgada em 2025, apontam que o país possui cerca de 272 milhões de smartphones em uso, o equivalente a aproximadamente 1,3 aparelho por habitante.

O cenário reflete a transformação da tecnologia no cotidiano da população, com milhões de brasileiros conectados simultaneamente para realizar chamadas de vídeo, acessar plataformas digitais, consumir conteúdos online e utilizar serviços via aplicativos. Ao mesmo tempo, cresce a exigência por conexões mais rápidas e estáveis.

Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil encerrou 2025 com cerca de 57,8 milhões de acessos ativos ao 5G, crescimento de 45,2% em relação ao ano anterior. O avanço reforça a mudança no perfil de consumo digital e aumenta a demanda por infraestrutura capaz de suportar o volume crescente de dados trafegados diariamente.

De acordo com Vinícius Santana, Diretor de TI e Inovação da Coopercompany, primeira cooperativa do Brasil do ramo de infraestrutura com foco em telecom, tecnologia e energia, a conectividade deixou de ser apenas um suporte operacional para se tornar um fator estratégico para empresas e usuários.

“A transformação digital elevou o nível de dependência das redes de telecomunicações. Hoje, operações, atendimentos, reuniões e sistemas funcionam em tempo real, e qualquer instabilidade pode gerar impactos imediatos na produtividade e na experiência do usuário”, afirma o executivo.

Nesse contexto, a fibra óptica ganha protagonismo ao permitir maior velocidade, estabilidade e capacidade de transmissão de dados, especialmente em cenários de múltiplas conexões simultâneas. Para Santana, organizações que investem em infraestrutura tecnológica conseguem ampliar eficiência operacional, acelerar processos de inovação e oferecer experiências digitais mais consistentes.

“A hiperconectividade cria inúmeras oportunidades para empresas e para a economia digital, mas também exige planejamento contínuo, evolução tecnológica e redes preparadas para acompanhar esse crescimento”, completa.

O movimento também avança no setor cooperativista. Recentemente, a Coopercompany lançou um aplicativo voltado à rotina dos cooperados, reunindo em um único ambiente digital serviços, informações e ferramentas de apoio à gestão. A iniciativa busca simplificar processos e ampliar o acesso a soluções tecnológicas dentro do ecossistema cooperativista.

Imagem: divulgação/ Freepik.

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