Estratégias no e-commerce: 6 dicas para gerenciar a operação de uma loja virtual

Estratégias no e-commerce: 6 dicas para gerenciar a operação de uma loja virtual

Por Clóvis Souza, fundador e CEO da Giuliana Flores

Apesar do retorno das atividades presenciais após a contenção da pandemia, o fluxo on-line não recuou. Hoje, o mundo é híbrido desde o formato de trabalho home office ao consumo cada vez mais virtual. Nesse contexto, o e-commerce se estabeleceu como um modelo seguro e ágil para atender às demandas da sociedade, cada vez mais digitalizada.

É unanimidade, especialmente no segmento do varejo, que existem muitas vantagens em ter uma loja on-line. Além disso, quem fica fora de tendências globais como essa perde possibilidades de amplitude de nicho. Porém, não basta criar um site, o planejamento e a gestão de e-commerce são essenciais para oferecer uma boa jornada ao consumidor e se destacar perante a concorrência de mercado, sempre acirrada.

Confira, então, seis dicas fundamentais para dar o pontapé inicial em sua estratégia e garantir uma gestão de ponta.

1 – Plano de implantação

Cuidar de uma loja virtual é um trabalho repleto de pequenas etapas e requer planejamento. Mesmo que comece um negócio on-line de menor porte, há muitos afazeres importantes para se dedicar na rotina de trabalho. Cada uma das obrigações, dos diferentes setores de trabalho, precisa ser programada em agendas e plataformas de produtividade. Uma dica importante é investir em softwares que garantam a automação da organização, com boas planilhas.

2 – Gestão das finanças

A estruturação do dinheiro que entra e sai de um e-commerce é fundamental para o empreendedor não perder o controle do que deve ser investido e do que realmente é lucro para a empresa. Gerir finanças é sinônimo de dedicação aos detalhes envolvidos nos resultados que o negócio gera constantemente. Para isso, é importante monitorar o fluxo de caixa (entrada e saída de valores nos dias e semanas); definir o orçamento para o negócio; manter o capital de giro preestabelecido de acordo com a dinâmica das vendas; avaliar constantemente a margem de lucro pretendida para cada produto e definir metas para o crescimento.

3 – Controle de estoque e investimento em logística

A gestão dos pedidos e do estoque é uma obrigação nas tarefas de gestão de e-commerce. Dessa forma, será indispensável o uso de uma plataforma de loja virtual que garanta a visualização organizada e eficaz dos pedidos feitos pelo público e do que há disponível. É preciso ainda apostar em ferramentas de logística para ter controle sobre todas as etapas, desde quando uma venda é feita até o momento que chega ao consumidor. Isso garante que, se algo acontecer, o negócio intervirá há tempo. Além disso, a gestão adequada favorece processos mais eficazes, reduz atrasos nesse ciclo e evita perdas.

4 – Omnichannel

Em uma era de amplas possibilidades de comunicação, é essencial contar com uma abordagem de vendas multicanal, que busca fornecer aos clientes uma experiência de compra completa, seja por meio de uma plataforma on-line (usando desktop ou dispositivos móveis), seja por telefone, seja no ambiente off-line ou em qualquer outro canal utilizado pela empresa. O ponto mais importante é a profundidade da integração entre as ferramentas de atendimento. Isso faz a marca criar familiaridade com o consumidor, pois permanece no foco de atenção constante, com ofertas seguras e interessantes, em canais que ele já confia. Não se trata apenas de alcançar o maior número possível de pessoas por meio de canais individuais, mas sim de entender em quais a persona está prestando atenção e inserir a marca nas intersecções de forma unificada.

5 – Marketing digital

Aumentar a presença on-line da marca é o objetivo de qualquer e-commerce que deseja atrair mais consumidores e alavancar as vendas. O marketing digital, nesse sentido, é uma importante estratégia para construir relevância e expandir o negócio. Assim, é necessário mapear a jornada de compra do consumidor, entendendo todas as etapas pelas quais o cliente passa até decidir fazer um pedido na loja. A partir dessas definições, é possível planejar e segmentar com mais assertividade as ações de marketing, com anúncios pagos no Facebook Ads, posts em redes sociais ou campanhas de e-mail marketing, por exemplo. Lembrando que é preciso sempre acompanhar os indicadores de desempenho para identificar os canais que estão trazendo os melhores resultados e aqueles que não estão tão bem, fazendo otimizações na estratégia.

6 – Marketplace

Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das plataformas mais importantes. Funcionam como um verdadeiro shopping center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos nos mais diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma ferramenta semelhante a uma vitrine para oferecerem produtos e serviços, já contando com diversas possibilidades. Não é à toa que representaram 78% do faturamento no e-commerce brasileiro em 2020.

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