Consultoria estima que R$ 2,5 bilhões em savings vieram de projetos ligados à TI. Entre os pontos destacados por especialista da Level Group, falta de governança é um dos que amplia desperdícios invisíveis dentro das empresas
- Consultoria estima que R$ 2,5 bilhões em savings vieram de projetos ligados à TI.
- Complexidade crescente de contratos de tecnologia e falta de governança ampliam desperdícios invisíveis dentro das empresas.
O avanço acelerado da transformação digital dentro das empresas trouxe um efeito colateral silencioso: o aumento da complexidade na gestão de contratos de tecnologia. Segundo especialistas da Level Group , companhias podem desperdiçar até 25% dos custos de Tecnologia da Informação por falta de revisão contratual, baixa governança e subutilização de serviços e licenças.
A estimativa ganha relevância em um cenário em que tecnologia passou a ocupar posição estratégica nas empresas — tanto operacional quanto financeiramente. Dados da própria consultoria desde 2008, apontam que cerca de 25% dos R$ 10 bilhões em savings gerados em projetos de strategic sourcing vieram de contratos relacionados à tecnologia da informação, o equivalente a aproximadamente R$ 2,5 bilhões.
Entre os principais problemas identificados estão contratos renovados automaticamente, licenças não utilizadas, escopos desatualizados, consumo de nuvem sem monitoramento adequado e dificuldade de renegociação com grandes fornecedores de tecnologia.
“Hoje, muitas empresas cresceram digitalmente mais rápido do que conseguiram estruturar a governança desses contratos. O resultado é que parte relevante do orçamento de TI acaba ficando invisível dentro da operação”, afirma Fabio Furlan, especialista em Strategic Sourcing e contratos complexos de TI da Level Group.
Segundo o executivo, o cenário se tornou ainda mais desafiador diante da dependência crescente de grandes plataformas globais de tecnologia. “Quando uma empresa fecha contratos robustos com grandes fornecedores, ela não está apenas contratando software. Ela está criando dependência operacional, financeira e estratégica daquele ecossistema. E isso exige um nível de gestão muito mais sofisticado”, diz.
A dificuldade, explica Furlan, não está apenas na negociação comercial, mas na capacidade das empresas de entenderem continuamente o que de fato utilizam, o que pode ser racionalizado e onde existem oportunidades de otimização.
“Há empresas pagando há anos por licenças que não utilizam integralmente. Em outros casos, o contrato até poderia ser renegociado, mas ninguém percebeu que havia uma janela contratual para isso. A operação do dia a dia consome tanto os times que a revisão contratual acaba ficando em segundo plano”, afirma.
O movimento ocorre justamente em um momento em que áreas de tecnologia passaram a ser pressionadas não apenas por inovação, mas também por eficiência financeira. Nesse contexto, CIOs, compras estratégicas e áreas financeiras vêm buscando maior controle sobre contratos considerados críticos para a operação.
“TI deixou de ser apenas suporte faz tempo. Hoje ela impacta margem, competitividade e capacidade de crescimento. O problema é que muitos contratos ainda funcionam como uma espécie de caixa-preta dentro das empresas”, avalia Furlan.
Para ajudar empresas a entenderem o nível de maturidade de sua governança contratual em tecnologia, a Level Group desenvolveu um diagnóstico voltado à identificação de gargalos, riscos e potenciais oportunidades de otimização em contratos de TI.
A proposta é oferecer uma análise inicial sobre temas como gestão de fornecedores, monitoramento de consumo, revisão de escopo, governança contratual e práticas de renegociação.
“O mais importante não é apenas reduzir custo. É garantir que a empresa saiba exatamente o que está contratando, por que está contratando e se aquilo continua aderente à realidade do negócio”, conclui o especialista.
Acesse a página do Diagnóstico e conheça o estágio
Imagem: https://pt.vecteezy.com/foto/77293697-contrato-assinatura-com-fonte-caneta