Investir em tecnologia e tirar estratégias inovadoras das informações é a prioridade dos bancos nos próximos anos. O objetivo é superar os desafios para o crescimento baseado na eficiência operacional e na oferta de novos produtos em canais digitais. A meta foi anunciada pelo o presidente da federação brasileira de bancos - Febrabam, Murilo Portugal, durante a abertura do CIAB 2013, o maior evento de tecnologia do setor.

O executivo destacou o aumento da bancarização e da expansão sistema financeiro no Brasil nos últimos anos. O número de contas correntes saiu de 118 milhões em 2008 para 166 milhões em 2012. O total de contas empresariais passou de 4,4 milhões em 2005 para 8,1 milhões em 2012. O setor gasta R$ 20,1 bilhões em TI, um aumento de 12,4% em relação a 2008.

Segundo Portugal, essa tendência deve se manter nos próximos anos, o que coloca o setor como um dos impulsionadores da inovação e competitividade do País. “Somos parte da solução e não do problema”, comentou. Para ele, com esse crescimento o setor bancário tem dois desafios importantes para lidar com essa nova fase de crescimento.

O primeiro é ganhar eficiência operacional em diversos processos internos. Com isso, as empresas financeiras ganharão liquidez para potencializar os financiamento de crédito de longo prazo nos próximos anos. “Temos amplas condições de investir e isso será essencial para que outras empresas possam melhorar diversos setores do Brasil, como o de infraestrutura”, disse.

A injeção de capital também será destinada aos próprios bancos para criação de novos serviços e produtos em canais digitais. A mobilidade e a Internet foram as bases para a bancarização e hoje envolve tantos novos consumidores da nova classe média quanto os tradicionais.

Com o novo modelo almejado, os bancos precisarão de maior controle de processos de informação para tirar estratégias inovadoras do dado nos sistemas e dos dados não estruturados coletados na nuvem. “O uso intenso da TI reflete em maior comodidade para os clientes e isso ajuda o banco a crescer”, apontou o presidente do CIAB e CIO do banco Itaú.