Cerca de 85% das empresas consideram adotar a inteligência artificial nos próximos anos, mostra pesquisa da Bain

Cerca de 85% das empresas consideram adotar a inteligência artificial nos próximos anos, mostra pesquisa da Bain

Levantamento realizado com mais de 600 companhias indica que colaboradores que têm acesso a essas ferramentas podem alcançar um aumento de 50% em sua produtividade

A mais recente pesquisa da Bain & Company sobre a adoção da inteligência artificial (IA) traz respostas de cerca de 600 empresas, de diversos setores e países, com descobertas sobre cinco diferentes ângulos de percepção:

  • Introdução às mudanças significativas do modelo de base da IA;
  • Estímulo à disrupção e busca pelas vantagens de quem está na vanguarda;
  • Principais casos de uso e ritmo de adoção em todos os setores;
  • Impacto nos negócios, investimento e modelos operacionais;
  • Implicações e mudanças na cadeia de valor.

Após um período de rápido desenvolvimento, os modelos de base na IA atingiram um ponto de inflexão e a tecnologia já alcança empresas das mais diferentes indústrias. Impulsionadas pelo desejo de reduzir custos e aumentar a produtividade e a competitividade do produto, as companhias têm aplicado a IA de forma a reimaginar o negócio a partir do amplo leque de possibilidades que a ferramenta tem o potencial de alavancar.

Entre os primeiros casos de uso, as empresas identificaram que, quando os colaboradores têm acesso a algoritmos de Large Language Models (LLMs), cerca de 15% de todas as tarefas podem ser concluídas de forma muito mais rápida e com o mesmo nível de qualidade. Um exemplo de LLM é o ChatGPT, criado pela OpenAI, empresa parceira preferencial da Bain & Company. Nas companhias em que os times têm à disposição softwares e ferramentas próprios desenvolvidos com base em LLMs, essa participação aumenta cerca de 50%.

Com relação aos setores, o que desponta no uso da IA é o segmento de desenvolvimento de software, no qual 60% das empresas já criaram ou estão em processo de implementação de assistentes de codificação com resultados iniciais positivos. Um exemplo é a ferramenta Copilot, que pode reduzir pela metade o tempo de desenvolvimento, gerando até mais de 40% do código automaticamente.

Quando questionadas sobre a prioridade na implementação da tecnologia em seu negócio, a maioria dos entrevistados (85%) relatou que entende a inteligência artificial como prioridade nos próximos dois a quatro anos (veja o gráfico a seguir). 

O levantamento indicou ainda quais marcas têm maior awareness entre as companhias de desenvolvimento de LLMs, com destaque para OpenAI (com as ferramentas ChatGPT, DALL-E, Codex e Whisper), Google e Meta.
 

Ao notar que processos, serviços e funções podem se tornar muito mais eficientes e eficazes, as companhias estão se movimentando rapidamente para adotar essas soluções. A melhor maneira de não ficar para trás é experimentar a AI, ampliar os diferenciais competitivos da empresa e dimensioná-la para capturar maior valor. Apesar de desafios como escalabilidade, considerações regulatórias e outras questões que vão exigir o redesenho de processos de negócio, as vantagens de quem largar na frente nessa corrida são muito promissoras.

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