KPMG revela que investimento global em IA avançará, mesmo em cenário de recessão

KPMG revela que investimento global em IA avançará, mesmo em cenário de recessão

De acordo com a pesquisa “Global AI Pulse 2026”, realizada pela KPMG, 74% dos líderes afirmam que tal tecnologia seguirá como prioridade estratégica mesmo em um cenário de recessão. Embora 64% das organizações já relatem resultados empresariais significativos com IA, a pesquisa revela que apenas uma parcela ainda limitada consegue escalar essas iniciativas de forma consistente.

A pesquisa analisou como empresas de 20 países estão investindo, implementando e capturando valor a partir da inteligência artificial (IA) e do uso crescente de agentes inteligentes. O levantamento reúne percepções de executivos seniores — sendo que cerca de 75% dos entrevistados representam organizações com receitas anuais superiores a US$ 1 bilhão — e aponta um cenário de forte entusiasmo com a tecnologia, acompanhado por desafios relevantes na geração de valor em escala.

“Os dados mostram que o mercado já superou a fase de experimentação em muitos casos, mas ainda existe uma distância relevante entre investir em IA e capturar valor real e sustentável. As empresas que conseguem avançar são aquelas que tratam a IA como uma transformação de ponta a ponta, e não apenas como uma camada tecnológica adicional”, afirma o sócio- líder de tecnologia e inovação, Frank Meylan.

O levantamento destaca ainda uma diferença crescente entre as chamadas “empresas líderes em IA” — que representam cerca de 11% dos participantes — e as demais organizações. Entre as mais avançadas, a pesquisa explicita que 82% afirmam que a IA já gera valor significativo, contra 62% dos demais. Os dados mostraram que o diferencial está, principalmente, na adoção de agentes de IA de forma mais ampla e integrada, atuando não apenas na automação de tarefas, mas na coordenação de fluxos de trabalho, apoio à tomada de decisão e antecipação de riscos.

“A transformação impulsionada pela IA não é apenas tecnológica — é uma ferramenta de eficiência. As empresas que estão à frente compreenderam que é preciso preparar as tecnologias da mesma forma que as equipes para trabalhar com esses novos sistemas, desenvolvendo habilidades como pensamento crítico, adaptabilidade e capacidade analítica. Sem isso, o potencial da IA simplesmente não se concretiza”, destaca o sócio-líder de análise de dados e inteligência artificial, Ricardo Santana.

Imagem: https://pixabay.com/pt/illustrations/intelig%C3%AAncia-artificial-c%C3%A9rebro-3382507/

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