Consumidores ouvidos pelo estudo da Optimiza Marketing descrevem uma busca mais conversacional, personalizada e com menos anúncios
Quando o próprio consumidor é convidado a desenhar o futuro da busca, ele não pede uma plataforma nova, pede menos esforço. Numa pergunta aberta do estudo "O Mapa da Busca no Brasil 2026", da Optimiza Marketing, brasileiros de diferentes gerações e regiões descreveram um cenário de busca mais fluido, conversacional e livre de fricção, da conversa por voz à eliminação pura e simples do excesso de anúncios.
A busca do futuro, nas palavras de quem vai usá-la
"Com certeza, através da inteligência artificial, vai chegar uma época que nem precisará pesquisar mais, pois vai aparecer a opção só de falar nela", descreveu uma consumidora da Geração Y, da região Sudeste, ouvida pela pesquisa. Já um consumidor da Geração X, do Sul, foi direto ao ponto, sem rodeios tecnológicos: "Nada mudaria, apenas removeria a quantidade de anúncios." As duas falas, vindas de gerações e contextos diferentes, apontam para o mesmo desconforto, o excesso de etapas e de publicidade no meio do caminho.
Cinco pedidos que qualquer produto digital deveria ouvir
Segundo a análise do estudo, esse tipo de resposta converge para cinco expectativas centrais: busca conversacional, com linguagem natural e menos palavras-chave; uma IA que atue como orquestradora, interpretando contexto em vez de apenas devolver links; mais confiança e segurança, com menos anúncios e mais fontes verificadas; experiências integradas de texto, voz, imagem e vídeo; e personalização sem fricção, baseada em histórico e preferências, com menos cliques até chegar à resposta.
"O que mais me chama atenção nessas respostas é que ninguém pede uma plataforma nova, pede menos esforço. Menos anúncio, menos etapa, mais linguagem natural. Quem está desenhando produto digital ou estratégia de busca deveria ler isso como um briefing direto do consumidor", afirma Júlia Neves, CEO da Optimiza Marketing.
Para empresas de tecnologia e marcas que planejam produtos digitais, o recado dos próprios consumidores é claro. O futuro da busca no Brasil não é sobre qual plataforma vai vencer a disputa, mas sobre quem conseguir entregar, de forma mais crível, a combinação que todo mundo pediu sem que ninguém precisasse perguntar: menos esforço, mais confiança e mais linguagem humana.
Imagem: divulgação/Magnific