Metade das automações nas empresas opera ociosa enquanto custos com licenças explodem

Metade das automações nas empresas opera ociosa enquanto custos com licenças explodem

RPA tradicional deixa de ser técnico e vira contratual e cognitivo. Novas plataformas com robôs ilimitados já integram IA ao processamento de dados sem penalizar o crescimento das companhias

Durante anos, a automação de processos via RPA (Robotic Process Automation) foi vendida como a promessa definitiva para libertar equipes de tarefas repetitivas. Porém, uma década depois o diagnóstico no ecossistema de tecnologia corporativa é desconfortável. Atualmente a ferramenta que deveria liberar as operações criou a necessidade de uma equipe dedicada exclusivamente para mantê-la funcionando.

Com modelos de licenciamento muitas vezes dolarizados e atrelados ao número de robôs ou usuários, o pico de crescimento de uma empresa se transformou em despesa progressiva. Somado a isso, segundo o Gartner, boa parte da capacidade de automação instalada nas empresas opera com um uso médio de apenas 50%. O resultado é um orçamento imobilizado em capacidade ociosa que só atua em momentos pontuais da operação.

Foi olhando para essa lacuna que a Profectum, depois de mais de dez anos construindo automação dentro das principais plataformas do mercado e dentro de empresas de grande porte, desenhou o Automation PRO. Uma plataforma que une RPA e IA sob orquestração centralizada, com licenciamento ilimitado de robôs e usuários, pensada para que o crescimento da operação deixe de ser o item mais caro do contrato.

Para Lucas Barros, CEO da Profectum, empresa especializada em automação inteligente e eficiência operacional, o mercado precisa migrar para um modelo focado na combinação entre a repetibilidade do RPA e a capacidade adaptativa da Inteligência Artificial. "A automação que dominou a última década cumpriu sua promessa apenas pela metade. As empresas automatizaram, mas hoje pagam por um mês inteiro, com uma capacidade que opera pela metade e quebra a cada pequena mudança de sistema”, destaca o executivo.

A fragilidade técnica dos sistemas tradicionais agrava o cenário. Qualquer pequena alteração de tela, campo ou sistema “quebra” o robô tradicional, exigindo manutenção constante. Nesse sentido, o gargalo da automação corporativa deixou de ser uma barreira puramente técnica para se tornar um problema contratual, comercial e cognitivo.

Para o especialista, o modelo é penalizado. “Se a empresa escala, o fornecedor cobra mais pedágio. O que as grandes operações precisam hoje não é de mais um painel de controle cheio de botões, mas de previsibilidade de custos, inteligência para absorver exceções e a liberdade de escalar sem pagar caro por isso”, afirma.

Orquestração unificada e o fim do pedágio por robô

Para resolver esse descompasso, a Inteligência Artificial entra como resposta prática, absorvendo as exceções e variações de um roteiro que antes exigia uma manutenção humana constante e  travava a ação dos robôs clássicos. No entanto, para além da tecnologia em si, o setor exige uma revisão na ponte entre tecnologia e áreas de negócio, permitindo autonomia operacional com governança, rastreabilidade e controle rigoroso de credenciais e processos.

Para o CEO da Profectum, governança não é o oposto de agilidade. “Um líder de tecnologia só delega volume para a máquina quando possui rastreabilidade total do que está sendo executado. Unindo o RPA, que é imbatível em volume e processos estáveis, com a IA, que lida perfeitamente com o imprevisível. Ao eliminar as travas contratuais de cobrança por robô, se devolve ao CTO e às áreas de negócio a capacidade de focar na estratégia e no crescimento real", conclui.

Imagem: https://pt.vecteezy.com/foto/38361950-ai-gerado-robotico-automacao-dentro-industrial-fabricacao

Share This Post

Post Comment