[private] D.M: Este ano, a Estec passou a atuar no mercado de pequenas e médias. Por que a empresa decidiu ingressar nesse setor?
Entendemos que faltava a inclusão desse segmento em soluções de maior valor agregado. Normalmente, as pequenas e médias não têm nenhuma solução ou partem para ferramentas “free”, que exigem conhecimentos técnicos apurados ou suporte contratado, tornando-se inviável ou de uso precário.

Álvaro Esper Oliveira

Olhando este cenário, passamos a oferecer sistemas e serviços adequados às necessidades e ao tamanho dessas companhias, que são fundamentais para a economia nacional. Como se sabe, as organizações desse setor não possuem fôlego financeiro para se modernizar nem acompanhar as tendências tecnológicas. Mas, ao mesmo tempo, precisam se tornar competitivas. O gerenciamento de documentos adequado é um problema que também afeta – e bastante – os empresários de menor porte. Por isso, desenvolvemos uma solução sem custos com backup, contingências, hardware e licenciamento para a gestão eletrônica de documentos.

D.M: Quais são as necessidades desse mercado?
Com a grande demanda de requisitos com documentação e processos, é necessário ter e suportar uma estrutura de TI. Nem sempre as pequenas e médias estão preparadas para isso ou possuem recursos adequados. As grandes corporações, por exemplo, sofrem com as contratações e retenção de profissionais adequados e capacitados.

Ter um parceiro que reúna hardware, software, equipe especializada, múltiplos canais de atendimento e que seja o único administrador deste processo ajuda a simplificar essa tarefa. Para as corporações maiores, que também passaram por um período de aprendizado, esse ganho é claro. Já as menores vão precisar de mais tempo e muita informação para entender os benefícios da computação em nuvem e tirar proveito dessa tecnologia.

D.M: O senhor acha que as pequenas empresas estão preparadas para adotar a computação em nuvem?
Conhecemos muito bem os problemas comuns às grandes, médias e pequenas. A forma de ofertar a solução, através do modelo cloud computing, é apenas um facilitador, que está aliado ao baixo investimento e às grandes facilidades oferecidas. A computação em nuvem é uma tendência sem volta e acredito que, aos poucos, essas empresas irão, como já disse, compreender o que e o quanto ela pode fazer pelo negócio.

Hoje, manter uma infraestrutura que suporte as operações com documentos exige um investimento alto. As pequenas empresas estão em um estágio que requer um grande trabalho por parte dos fornecedores de sistemas. É preciso quebrar paradigmas e isso é um desafio enorme. Eles ainda não entendem que uma terceirização feita de forma adequada e correta permite que foquem exclusivamente no negócio.

D.M: Qual é o crescimento esperado pela Estec para este ano com a entrada nesse novo segmento?
A Estec tem um crescimento médio anual entre 25% e 30%. Criamos a marca Celeria e o e2Content especialmente para atender as pequenas e médias, cujo potencial é conhecido por todos. Tanto que, para impulsionar e suportar as vendas, ampliamos a rede de canais significativamente, passando de 17 para 40, e temos adotado estratégias comerciais agressivas.

D.M: Como o senhor avalia o mercado latino-americano?
Com um grande potencial de crescimento e correspondente ao aumento da demanda local por tecnologia, que não tem sido pequena. Estamos em um projeto importante no mercado argentino e muito atentos às oportunidades de negócios em outros países da região. Temos a facilidade do idioma, conhecemos a América Latina, bem como suas necessidades, e o Brasil é uma economia importante no Mercosul. Esse conjunto poderá impulsionar uma expansão futura da companhia. [/private]