Entrevista exclusiva com a Diretora de Tecnologia da ATP, Andrea Passuelo de Freitas:

[private] A ATP é muito conhecida pelo processamento de documentos na área bancária, certo?

A ATP tem mais de 18 anos de experiência no processamento de informação para este segmento, o que nos permitiu reunir uma expertise muito grande para esta área de processamento de documentos. Trabalhamos juntos com a Febraban há mais de 10 anos e especialmente neste novo projeto de Compe por Imagem, desde o início, quando havia uma série de paradigmas que deveriam ser quebrados com relação a segurança, infraestrutura de Telecom e à própria estrutura de tecnologia e logística de projetos. Participamos de várias etapas, desde a fase de testes até a implantação do projeto. Atuamos em outras áreas também, mas é nesse segmento que somos mais conhecidos.

Vocês estão desenvolvendo projetos específicos utilizando processo de captura descentralizada?

O projeto mais recente de Compe aconteceu ainda no ano passado, quando implantamos de forma pioneira o processo de captura na frente dos caixas pelo Banerj, que foi pioneiro na implantação dessa tecnologia. Foram entregues mais de mil scanners que capturam documentos na frente do caixa, e este é o modelo que a ATP trabalha hoje, para que se faça a captura dos cheques em qualquer lugar em que sejam recebidos. Acreditamos que, com essas inovações, todo o processo ganha em eficiência e rapidez. Tal premissa já está comprovada com esse projeto extremamente bem sucedido.

Esse é o modelo de captura mais utilizado hoje pelos bancos?

Acreditava-se que, logo no início do projeto da Febraban, esta seria a opção adotada pela maioria, mas não aconteceu dessa forma. Entretanto, a maioria de nossos clientes optou pela captura na frente do caixa, deixando outros tipos de documentos para a retaguarda. Num primeiro momento, estão capturando somente os cheques e, num segundo momento, estarão partindo para os demais tipos de documentos, até mesmo para criar a cultura, o treinamento da digitalização nos bancos. A ATP tem todo tipo de solução para isso, desde os scanners com as soluções de captura, até a solução na qual os bancos compram os scanners e nós colocarmos a solução. Oferecemos a solução de captura e tratamento da imagem no padrão da Febraban, transmissão e conciliação completa junto ao Banco do Brasil e, depois, a disponibilização dessa imagem para a realização das transações por imagem.

Como esta experiência tem impactado na forma de trabalho do setor financeiro?

A partir dessa experiência, com a disponibilização dessa infraestrutura, os bancos estão percebendo que podem utilizar a imagem para outros tipos de processo com documentos. Estamos implantando um projeto com um grande banco para a abertura de contas corrente tanto nas agências, quanto nos correspondentes remotos ou mesmo nos postos de serviço. Nesse projeto, fazemos toda a captura de OCR e ICR e complementamos com toda a parte de formalização dos contratos. O que está ocorrendo então é uma disseminação maior das facilidades que o processo de digitalização pode oferecer para a rentabilidade dos negócios.
Que outras áreas a ATP tem percebido como fortes mercados?

Para outros mercados temos projetos para digitalização de prontuários eletrônicos na área da saúde, para a qual desenvolvemos projetos emblemáticos. Vemos também como outra grande área com grandes perspectivas de crescimento, e na qual já atuamos, as operadoras e concessionárias de Telecom. Esta última possui alguns projetos piloto para também automatizar seu processo com relação a propostas de abertura de conta, até nas agências remotas em que atuam.
Estamos fazendo investimentos muito grandes em data centers e em infraestrutura, para oferecermos serviços em cloud e para prestarmos o melhor serviço aos nossos clientes, sempre focados no nosso segmento de tratamento de documentos por imagem. [/private]