A ManageEngine, divisão da Zoho Corporation e fornecedora líder de soluções de gerenciamento e segurança de TI empresarial, anunciou hoje as descobertas específicas para o Brasil de seu mais recente estudo de pesquisa O Estado da Transformação Digital na América Latina 2026. O estudo revela que, embora o Brasil tenha emergido como o mercado de maior maturidade digital da região, muitas organizações continuam enfrentando desafios operacionais decorrentes de ambientes de TI fragmentados, infraestrutura legada e da crescente pressão para demonstrar retornos mensuráveis dos investimentos em Inteligência Artificial.
O Brasil está liderando ativamente o restante da América Latina na evolução para além de arquiteturas de software isoladas. Quase um terço das empresas brasileiras (32%) fez a transição com sucesso para um modelo centrado em plataformas e 25% já se identificam como orquestradas por IA, as maiores proporções entre os países pesquisados. No entanto, a maturidade digital não eliminou a complexidade operacional. Os entrevistados também classificaram "segurança em ambientes cada vez mais complexos", "gerenciamento de custos de infraestrutura" e "gerenciamento de dados empresariais" entre os desafios mais significativos de transformação digital do país.
Um percentual substancial de 71% dos entrevistados brasileiros relata que a proliferação de ferramentas aumentou significativamente a complexidade de infraestrutura e gerenciamento nos últimos dois anos. Enquanto isso, 63% revelam que uma fatia maior de seus budgets de TI é gasta na manutenção de sistemas existentes do que em inovação. As empresas no Brasil estão navegando por ambientes de TI altamente fragmentados. Em média, as organizações no Brasil utilizam 18 soluções pontuais distintas simultaneamente, a maior taxa de fragmentação de software na região da América Latina. Essa saturação de aplicativos desconectados cobrou um alto preço operacional.
"O Brasil progrediu significativamente na modernização de TI empresarial, mas a modernização por si só não garante a transformação", disse Tonimar Dal Aba, gerente técnico da ManageEngine no Brasil. "Simplificar ecossistemas de tecnologia está se tornando tão importante quanto expandi-los. Maior visibilidade, resiliência operacional e a governança necessária para apoiar a IA em escala dependem de quão bem essas tecnologias funcionam juntas."
O estudo também revela uma lacuna crescente entre a prontidão para Inteligência Artificial e o valor de negócios. Embora 92% das organizações brasileiras acreditem que seus ambientes tecnológicos estão prontos para apoiar iniciativas de IA, 62% afirmam que continuam a lutar para gerar retornos mensuráveis dos investimentos em inteligência artificial. Os entrevistados identificaram preocupações com segurança e conformidade, escassez de habilidades e ambientes tecnológicos fragmentados como as principais barreiras que impedem as organizações de escalar a IA com sucesso. De fato, 89% dos entrevistados brasileiros dizem que a fragmentação tecnológica limita sua capacidade de escalar iniciativas de IA, com 35% relatando um impacto significativo.
"As organizações brasileiras estão entrando em uma nova fase de transformação digital onde as decisões tecnológicas são impulsionadas cada vez mais por resultados de negócios em vez da expansão de recursos", disse Kishore Kumaar, country manager da ManageEngine no Brasil. "Os clientes estão dando maior ênfase à otimização de custos de TI, redução de despesas gerais operacionais e consolidação de ferramentas sem comprometer os recursos que seus negócios exigem. Eles também estão buscando plataformas que possam apoiar novas iniciativas de IA sem adicionar complexidade desnecessária. Essa mudança está remodelando a forma como as organizações avaliam a tecnologia empresarial, com um foco mais forte em valor mensurável, eficiência operacional e escalabilidade de longo prazo."
A cibersegurança reforça a necessidade de integração
À medida que a infraestrutura se torna mais complexa, defender o perímetro tem se tornado cada vez mais difícil. Mais da metade (56%) das organizações brasileiras relatam ter sofrido um aumento de ataques cibernéticos bem-sucedidos durante 2025 em comparação com anos anteriores. Ao mesmo tempo, 74% expressam preocupação com o vazamento de dados decorrente do uso por funcionários de ferramentas de IA generativa não autorizadas, destacando os crescentes desafios de governança que acompanham a adoção de IA empresarial.
Essas descobertas reforçam que a cibersegurança não pode mais ser vista de forma independente da transformação digital. À medida que as organizações introduzem IA, serviços em nuvem e automação em ambientes cada vez mais distribuídos, manter a visibilidade e governança consistente em todas as operações de TI torna-se crítico para fortalecer a resiliência cibernética.
Desconexões estratégicas na liderança executiva
O relatório conclui destacando uma profunda desconexão organizacional entre a liderança de negócios e as equipes de implementação técnica. Embora 91% dos entrevistados na região digam que as partes interessadas de negócios e TI estão amplamente alinhadas, apenas 40% dos executivos brasileiros dizem que sua liderança está "muito alinhada" em relação às prioridades reais de transformação digital.
A propriedade também permanece altamente fragmentada: 39% afirmam que a estratégia de transformação digital fica inteiramente com o CEO/liderança executiva, 39% afirmam que pertence ao CIO/liderança de TI, e meros 22% relatam um modelo de propriedade corporativa verdadeiramente compartilhado. Surpreendentemente, quase um terço dos entrevistados brasileiros (32%) afirma explicitamente que simplificar e unificar a pilha de tecnologia não é uma prioridade estratégica compartilhada entre a diretoria e a sala de servidores, uma lacuna de liderança que precisa ser superada para que as empresas locais desbloqueiem o sucesso da transformação de longo prazo no ecossistema digital.
Sobre o estudo
O estudo O Estado da Transformação Digital na América Latina 2026 examina como as organizações em toda a região estão gerenciando a modernização tecnológica, a complexidade da infraestrutura, a adoção de IA, a cibersegurança, as prioridades de investimento e o alinhamento entre negócios e TI. A pesquisa foi encomendada pela ManageEngine e conduzida pela organização de pesquisa independente Censuswide.
O estudo entrevistou 1.000 tomadores de decisão de TI e executivos C-level de empresas de pequeno e grande porte no Brasil, México, Colômbia, Chile e República Dominicana. Entre eles, 250 entrevistados eram especificamente do Brasil, representando setores como BFSI, varejo, manufatura, educação e TI. Os entrevistados representaram papéis de liderança tanto em tecnologia quanto em negócios, permitindo comparações entre tomadores de decisão de TI e de negócios.
Imagem: https://pt.vecteezy.com/foto/69704325-digital-engrenagem-mecanismo-inovativa-tecnologia-e-sistema