Apenas 40,7% das empresas brasileiras conseguem transformar investimento em IA generativa em retorno financeiro comprovado, aponta estudo da Peers e da MIT Technology Review Brasil

 Apenas 40,7% das empresas brasileiras conseguem transformar investimento em IA generativa em retorno financeiro comprovado, aponta estudo da Peers e da MIT Technology Review Brasil

Um novo estudo produzido pelo TEC.Institute em parceria com a Peers Consulting + Technology, e publicado pela MIT Technology Review Brasil, revela que apenas 40,7% das empresas brasileiras conseguem transformar seus investimentos em Inteligência Artificial Generativa (GenAI) em resultados financeiros comprovados.

A pesquisa “Do piloto ao resultado: a rentabilidade da IA” mostra que, embora a adoção da tecnologia tenha avançado nos últimos dois anos, transformar os investimentos em retorno financeiro ainda é um dos principais desafios das organizações.

Um dos principais achados do estudo é uma curva de captura de valor em formato de vale. “Nas empresas com menos de seis meses de adoção de GenAI, 35,1% relatam resultados acima do esperado. Esse percentual, porém, cai para 13,3% entre aquelas com 12 a 24 meses de maturidade, antes de voltar a subir para 39% nas organizações com mais de dois anos de adoção”, explica Bruno Horta, diretor executivo da Peers Consulting + Technology.

O período mais crítico coincide, segundo a pesquisa, com o momento em que a tecnologia deixa de operar em projetos-piloto isolados e passa a exigir integração com processos, sistemas legados e governança de dados em escala.

Entre as instituições financeiras pesquisadas, o segmento bancário aparece como o mais avançado: 72,7% das instituições afirmam ter superado o business case inicial de suas iniciativas de IA generativa. Apesar da liderança, o estudo aponta a governança de dados como o principal desafio a ser superado pelos bancos para sustentar essa vantagem, à frente de temas como talentos e infraestrutura.

A pesquisa também identifica quatro perfis de maturidade em IA entre as empresas brasileiras, batizados de Matriz Peers de Maturidade em IA: Líderes (40,7% da amostra, que combinam governança, mensuração e resultado), Incipientes (27,6%, sem mecanismos consistentes de mensuração), Disciplinados sem Tração (19,4%, com processos de governança que ainda não geraram resultado) e Tração sem Disciplina (12,3%, com bons resultados mas sem metodologia formal de avaliação).

“O que separa quem lidera do restante do mercado não é o acesso à tecnologia — hoje isso está democratizado. É a capacidade de transformar a experimentação em uma competência organizacional permanente, com governança que sustenta escala em vez de freá-la. Isso é especialmente verdade em serviços financeiros, onde o custo de errar é mais alto e a exigência regulatória é maior”, avalia Horta.

Sobre a pesquisa

O levantamento combinou uma etapa quantitativa, com 120 respondentes — majoritariamente fundadores, sócios, diretores e C-levels —, e 18 entrevistas qualitativas em profundidade com executivos das áreas de tecnologia e dados, de empresas de 12 setores da economia. Entre os participantes estão profissionais de Itaú Unibanco, Getnet, CNP Seguros, Banco do Brasil, Banco Neon, Allianz Partners, Zurich Insurance, Santander Brasil, Volkswagen Financial Services, Alelo, Grupo Boticário, C&A Pay, Grupo Quero-Quero, Tribanco, Mercado Livre, Serasa Experian e Porto Bank, entre outras. O estudo teve aprofundamento específico no setor de serviços financeiros, incluindo bancos, seguradoras e empresas de meios de pagamento. O relatório completo, “Gerando valor com GenAI”, será apresentado com exclusividade no estande da Neo4j durante a Febraban Tech.

Imagem: https://pt.vecteezy.com/foto/6684108-corporativo-negocio-crescimento-plano-ou-desenvolvimento-para-sucesso-conceito

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