Saiba como a tecnologia pode ajudar nas iniciativas de adequação ao ESG

Saiba como a tecnologia pode ajudar nas iniciativas de adequação ao ESG

CEO da Bravo GRC, Claudinei Elias, explica como e quais tecnologias podem ser usadas por empresas que desejam incorporar uma agenda de boas práticas

Nos últimos anos, temos visto um crescimento no número de companhias brasileiras que têm desenvolvido ações ambientais, sociais e de governança. Um exemplo claro disso é o resultado da 17ª carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3, cujos dados indicam um crescimento do engajamento das empresas nacionais com a agenda ESG (em 2021, havia 40 companhias listadas no ISE e atualmente há 46). Porém, apesar desse aumento, a incorporação da agenda ESG nas organizações brasileiras ainda é um processo em evolução.

Segundo Claudinei Elias, CEO da Bravo GRC, empresa pioneira em tecnologia e consultoria especializada na implementação e oferta de soluções de Governança, Riscos, Compliance e ESG, a boa notícia é que, apesar desse desenvolvimento ainda estar em progresso, atualmente já há diversas tecnologias que podem ajudar as empresas a se adequarem às boas práticas, facilitando o acesso à informação e a participação nos processos de tomada de decisão. Um bom exemplo disso é o uso de blockchain, um sistema de controle e compartilhamento descentralizado. “Essa tecnologia pode ser usada para criar registros de transações e sistemas de votação transparentes e invioláveis, e rastrear a alocação de recursos públicos. Essas votações, por sua vez, poderão escalar a governança descentralizada e multistakeholder, trazendo confiabilidade à tomada de decisão coletiva”, explica Elias.
 

De acordo com o especialista, desenvolver uma gestão integrada e inteligente de iniciativas Ecoambientais, Sociais e de Governança permite que as informações cheguem a todas as áreas das organizações. “Essa distribuição ajudará a organização a alcançar uma visão que chamo de ESG by Design, fazendo com que os produtos, processos, sistemas e estratégias levem em consideração e estejam sempre permeados por boas práticas. A tecnologia contribui para atingir esses objetivos, criando uma camada de dados que serão utilizados para a compreensão da atual situação da empresa e para seu aprimoramento”, afirma.

O especialista também ressalta que a área de adequação à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que está ligada às práticas ESG, tem exigido muita tecnologia. “É fundamental que as empresas no Brasil construam programas e processos, a fim de garantir e atender às exigências regulatórias. Consentimento de cookies, consentimento universal, Gestão dos Riscos dos fornecedores, resposta ao incidente, Gerenciamento de Risco de Tecnologia da Informação são entregas realizadas de forma automatizada e integradas para visualização de todo o ciclo de vida dos dados, identificação de recomendações e, consequentemente, mitigação dos riscos”, completa. Dentre as soluções citadas por Elias para essa área estão tecnologias voltadas para Data Privacy, Data Discovery e Gestão de Riscos.

Além dessas tecnologias, a cada dia que passa novas ferramentas surgem, por isso o executivo alerta para a importância de contratar uma consultoria. “Muitas vezes as empresas acabam investindo somente nas tecnologias, achando que isso é a solução completa do problema, mas, na realidade, elas são ferramentas e, como qualquer ferramenta, se você não souber usar, o resultado não será o esperado. Ou seja, não adianta investir se não souber como utilizá-la. É importante o acompanhamento ao longo da jornada, são processos e iniciativas dinâmicas e um ambiente de negócios que tende a ter mudanças”, finaliza.

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