Depois de se multiplicarem em condomínios, centros comerciais e áreas urbanas nos últimos anos, as torres de vigilância passaram a integrar a paisagem das grandes cidades brasileiras como símbolo do avanço da segurança eletrônica. Agora, especialistas afirmam que o principal desafio não é instalar os equipamentos, mas garantir que toda essa tecnologia seja operada com critérios, controle e responsabilidade.
Equipadas com câmeras de alta resolução, leitura automática de placas, sensores e recursos de inteligência artificial, as torres ampliam significativamente a capacidade de monitoramento. Ao mesmo tempo, tornam a operação mais complexa, exigindo definição de protocolos, qualificação das equipes e acompanhamento constante dos sistemas.
"A discussão sobre segurança eletrônica entrou em uma nova fase. Durante muito tempo, o foco esteve na aquisição da tecnologia. Contudo, o grande desafio é a governança desses sistemas. Quanto mais inteligentes eles se tornam, mais importante é controlar quem acessa e monitora as informações", afirma Fabiano Fernandes, CEO do Grupo Bravo Te.
Segundo o especialista em segurança patrimonial, a expansão das torres ocorreu de forma muito mais rápida do que o amadurecimento das práticas de gestão. Em muitos casos, condomínios e empresas investem em equipamentos sofisticados, mas deixam em segundo plano aspectos como controle de acesso aos sistemas, rastreabilidade das operações, qualificação dos operadores e definição de protocolos para tratamento das informações.
Nesse contexto, os recursos de analytics podem contribuir para tornar o monitoramento mais preventivo. Em vez de identificar uma ocorrência somente depois que ela acontece, a tecnologia permite gerar alertas a partir de determinados comportamentos ou movimentações. É o caso das soluções já oferecidas pelo Grupo Bravo Te, que permitem identificar, por exemplo, quando uma pessoa permanece por determinado período na porta de um condomínio e gerar um alerta para que a equipe possa acompanhar a situação.
A partir desse primeiro alerta, outros comportamentos podem ser analisados, como uma tentativa de forçar o portão, possibilitando uma atuação antes que um eventual arrombamento aconteça. Entre os recursos utilizados estão analytics de movimentação, identificação de aglomeração de pessoas e reconhecimento facial.
"A proposta é antecipar a identificação de possíveis ocorrências. Se uma pessoa permanece por determinado período na porta do condomínio, por exemplo, o sistema gera um alerta para que a equipe possa analisar a situação. No modelo tradicional, eu não receberia um alerta nesse momento. O evento só seria gerado quando a porta fosse efetivamente aberta. Com os recursos de analytics, é possível identificar comportamentos anteriores e iniciar a tratativa antes que a ocorrência se concretize", afirma Fernandes.
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