Você se lembra daquelas reuniões, treinamentos com salas lotadas, viagens ou mesmo o bate-papo rápido no café? Pois é, possivelmente esses momentos serão cada vez mais raros

Parece que foi há muito tempo, mas em pouco menos de seis meses uma parte dos trabalhadores brasileiros começou a trabalhar de suas casas em tempo integral. Se na edição passada a pesquisa ABEINFO mostrou o duradouro impacto na economia, nesta o foco do estudo é a vida profissional: o antes e como será no retorno, tenha ele acontecido totalmente ou ainda não.

Realizada entre o fim de agosto e o início de setembro, 53% das empresas ainda não tinham retornado ao escritório e 30% só parcialmente. O surto redefiniu o local do trabalho: 4 em cada 10 entrevistados planejam a volta apenas para 2021, já 25% estão retornando em semanas e 33% entre a segunda quinzena de outubro e começo de dezembro.

Para 40% essa transição não foi difícil, pois já adotavam o trabalho remoto, enquanto que para 43% a prática agora se tornará rotina, seja 1 dia por semana (10%) ou seja mais (33%). Mas agora que estamos fora de nossos escritórios, conectados e adaptados em casa, surge à dúvida como podemos usar essa experiência para abrir o escritório?

As organizações tiveram que fazer mudanças rápidas na forma como operam, mas 66,7% afirmou que não precisou investir em soluções tecnológicas, mas sabem que isso não significa que o ambiente será o mesmo de quando eles saíram. As organizações estão tomando diversos cuidados e adotando medidas para trabalhar com segurança. A atenção vai de espaços de trabalho distantes a horários diferenciados.

Dos participantes, 93% disseram que exigirão máscaras para todos os profissionais, 83% aumentarão a distância entre as mesas/ estações de trabalho e higienizarão mais vezes o locais durante a jornada, 53% irão aferir a temperatura e 50% promoverão o escalonamento de funcionários.

Assim como na transição para o remoto, a volta também requer um plano de gerenciamento de mudança.  Quando o coronavírus chegou, para alguns se adaptar rapidamente e desenvolver um plano de ação foi um susto.  Desta vez, temos a vantagem do tempo:  76,7% afirmaram que estão adotando planejamento de curto prazo, conforme o avanço/ redução do vírus e 63% disseram que estão adotando novos procedimentos de saúde, 73,3% disseram que adotaram uma comunicação mais regular.

Aliás, quando o assunto são os compromissos presenciais, 43,3% reviu a necessidade de grandes eventos e cancelou reuniões e viagens de negócios em 2020, enquanto que metade dos entrevistados, reduziu o possível. Resumindo? Estamos voltando, mas coisas serão diferentes!