Levantamento aponta que 47,6% das organizações já investem em programas de treinamento interno para a qualificação de profissionais
Um estudo feito pela Zappts abordou 1233 corporações nos setores de Serviços, Tecnologia, Finanças, Varejo e Indústria. Revelando que a adoção de IA no Brasil ainda se encontra em estágio de consolidação, com a maioria em fases iniciais, explorando as possibilidades ou conduzindo pilotos.
A pesquisa sinaliza que 75,8% das empresas classificam como “insuficiente” a disponibilidade de talentos em IA internamente, enquanto outros 20,2% afirmam que ela é “suficiente” e apenas 4% consideram a disponibilidade “adequada”. O que evidencia ainda mais, o desafio de formar e reter profissionais qualificados em IA no país.
O contexto mais crítico é no setor de Tecnologia, onde impressionantes 71,4% consideram a disponibilidade insuficiente, seguido por Finanças, com 58,8%, Serviços (54,5%) e Varejo (56,2%). O setor Industrial, apesar de também enfrentar desafios, apresenta o melhor cenário, com 35,7% relatando insuficiência e 28,6% apontando disponibilidade adequada.
“A falta de talentos especializados, é hoje, um dos principais obstáculos para o avanço da IA. Superá-lo exigirá ações estruturadas de formação, parcerias com o ecossistema educacional e estratégias de retenção e upskilling, com objetivos de médio e longo prazo em cada empresa.” Diz Rodrigo Bornholdt, CTO e Cofundador da Zappts.
Em contrapartida, diante da percepção generalizada de que há uma carência desses talentos, as empresas têm adotado estratégias para mitigar o gargalo e já estão se movimentando e investindo na capacitação dos funcionários, como a principal estratégia de lidar com a escassez.
Segundo esse levantamento, 47,6% das empresas adotaram programas de treinamento interno para qualificação em IA, com a estratégia de desenvolver talentos a partir da própria origem. Outras 45,2% investiram na participação em conferências e workshops, e 33,1% oferecem incentivo à educação continuada.
Já 29,9% investem eminiciativas estruturadas como contratação de especialistas externos, 24,2% em parcerias com instituições acadêmicas, e a criação de centros de excelência também ganham força, com 23,4%. Ainda assim, 20,2% afirmam que não adotaram nenhuma iniciativa até o momento, esse resultado acende um alerta para a falta de planos estruturados em uma parcela importante das organizações entrevistadas.
“A verdadeira revolução da tecnologia no Brasil não será movida somente com os algoritmos, isso porque precisa de pessoas capazes de compreendê-los, aprimorá-los e usá-los. A capacitação em inteligência artificial, também é um investimento na inteligência humana, desperta a curiosidade, criatividade e a capacidade crítica de um profissional. Por isso, formar esses talentos é prepará-los para esse novo tempo e garantir que a tecnologia seja instrumento de desenvolvimento.” Finaliza Rodrigo.
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