• Conduzido pela LexisNexis Risk Solutions, estudo avaliou a realidade de cinco países latino-americanos: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México
  • No Brasil, custo da fraude é maior para varejistas do e-commerce e empresas de serviços financeiros
  • O custo da fraude para varejistas e empresas de serviços financeiros no Brasil é 3,44 maior do valor real perdido na transação, o que representa 2,47% de suas receitas anuais. 

A LexisNexis® Risk Solutions – uma empresa Relx Group- divulgou hoje o estudo O Real Custo da Fraude 2018/LATAM (2018 The True Cost of Fraud-LATAM), que traça um panorama dos custos e impactos da fraude em países da América Latina. O estudo avaliou a realidade de cinco países latino-americanos - Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México- e foi realizado em setembro de 2018 com 377 executivos que atuam na área de combate à fraude. Um dos destaques no Brasil é que o custo da fraude é maior para varejistas do e-commerce e empresas de serviços financeiros.

A pesquisa também demonstra que o custo de cada transação fraudulenta para a empresa é 3,44 vezes maior do que o valor da operação em si, levando em consideração as despesas adicionais envolvendo taxas, juros, tempo de investigação, redistribuição de mercadorias, custos legais, dentre outras coisas. Estes custos com fraude representam, em média, 2,47% das receitas anuais dessas empresas.

"Apesar da expansão do varejo online e do desenvolvimento de novos métodos de pagamento terem aproximado as empresas de seus consumidores, criou-se também um grande desafio para investir em métodos eficazes de combate à fraude no ambiente eletrônico", afirma Ruben Delfini, Diretor South LATAM da LexisNexis Risk Solutions. "No Brasil, isso é fundamental, pois, segundo a pesquisa, o impacto das fraudes nas operações no país é maior quando comparado aos demais países latinos estudados", completa Delfini.

A pesquisa ainda destacou os seguintes pontos sobre a fraude no país:

  • A expansão do uso do celular está contribuindo para o risco de fraude entre os varejistas brasileiros, sites de e-commerce e empresas de serviços financeiros. Apesar da atuação dos criminosos via aplicativos de celular ter crescido em uma escala global, 71% dos executivos brasileiros assumem o risco de manter operações nessa plataforma para manter a competitividade e oferecer mais conveniência ao consumidor.
  • O custo da fraude é maior para aqueles que atuam no m-commerce (comércio via celular) e comercializam produtos e serviços digitais. Cada operação fraudulenta custa para empresas do mobile commerce 3,58 vezes o valor perdido na transação, o que representa um impacto de 2,6% de custos com fraude em suas receitas anuais.
  • As empresas não estão combatendo a fraude de maneira otimizada, sendo que uma parte considerável delas não está rastreando seus custos com fraude por canal e método de pagamento. Além disso, aproximadamente um terço das transações sinalizadas como possíveis casos de fraude, ainda são enviadas para demoradas e onerosas revisões manuais.
  • Verificação de identidade é o principal desafio para canais de comércio online e mobile. O número do CPF tem sido o principal método de identificação de consumidores utilizado por sites de comércio eletrônico. Esses números têm sido hackeados e vendidos na dark web com o propósito de realizar operações financeiras fraudulentas.