Com crescimento de 75% de investimentos em TI, empresas apostam em redução de falhas e desperdícios digitais

Com crescimento de 75% de investimentos em TI, empresas apostam em redução de falhas e desperdícios digitais

A busca por eficiência operacional tem se consolidado como prioridade entre empresas brasileiras, impulsionada pela expansão da automação, da IA e de metodologias contínuas de desenvolvimento. Segundo estudo da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) em parceria com a International Data Corporation (IDC), 75% das organizações de médio e grande porte devem ampliar seus investimentos em TI até 2025, com foco em reduzir desperdícios, melhorar produtividade e otimizar processos.

Diante disso, o Continuous Testing, prática de testes automatizados realizados ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento de software para identificar falhas precocemente, surge como estratégia para diminuir retrabalho, reduzir consumo de infraestrutura e evitar desperdícios digitais associados a falhas recorrentes. De acordo com a Vericode, especializada em qualidade de software, essa automação de testes e observabilidade, utilizando práticas como desenvolvimento ágil, testes contínuos e monitoramento inteligente contribuem diretamente para entregas mais rápidas e com menos desperdício de recursos. Segundo a empresa, a automação reduz o tempo de resposta a incidentes, diminui o retrabalho e melhora a resiliência dos sistemas.

Para Joab Jr.especialista em Qualidade de Software e sócio da Vericode, eficiência e responsabilidade tecnológica caminham juntas. “O Continuous Testing permite que cada ciclo de entrega seja mais leve, mais inteligente e menos custoso. Ao reduzir falhas e evitar retrabalho, as empresas economizam tempo, energia e recursos, tornando a operação mais sustentável”, afirma. Ele destaca que práticas contínuas de qualidade têm ganhado relevância especialmente em setores que dependem de alta disponibilidade e ciclos acelerados de inovação.

Esse movimento em direção a operações mais eficientes também se reflete nos investimentos em tecnologias emergentes. Levantamento da Avanade, indica que 51% das empresas planejam aumentar o orçamento destinado à IA generativa em até 25% em 2025, impulsionadas pela necessidade de automatizar processos e aumentar eficiência. Já dados da GS1 Brasil mostram que a automação nas organizações dobrou entre 2017 e 2024, enquanto as URAs inteligentes, que são responsáveis por utilizar inteligência artificial para personalizar e agilizar o atendimento subiram de 40% para 63%, evidenciando a aceleração das operações digitais e a demanda por maior previsibilidade tecnológica.

Mesmo com avanços significativos, o especialista afirma que a adoção de testes contínuos e automação ainda depende de mudanças culturais e de investimentos em ferramentas especializadas. Segundo Joab Jr., iniciativas como o dott.ai, plataforma de testes acelerados por IA da Vericode, mostram que é possível unir velocidade, confiabilidade e sustentabilidade operacional de forma integrada. “Quando a tecnologia é usada com propósito, eficiência deixa de ser apenas custo e passa a ser impacto real no negócio”, conclui.

Imagem: divulgação.

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