Um estudo divulgado pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), através do projeto Indústria 2027, apresenta novos dados sobre o impacto da Indústria 4.0 no país. O número de “fábricas inteligentes” ao redor do país ainda é pequeno.

Das 759 empresas consultadas durante a pesquisa, apenas 1,6% informou trabalhar com sistemas integrados e processos inteligentes. Além disso, de 24 segmentos da indústria brasileira, 14 precisam adotar soluções digitais para garantir a sua competitividade no mercado internacional.

No entanto, entre as empresas de grande porte, a introdução da indústria 4.0 é perceptível. De acordo com um estudo do CNI realizado em 2018, das 632 indústrias analisadas, 73% já lidavam com as vantagens da indústria 4.0 - mesmo que na fase inicial.

Em entrevista à Folha de São Paulo, João Emílio Gonçalves, gerente-executivo do CNI, explicou que “O uso de tecnologias digitais é decisivo para a competitividade das empresas, com redução de custos e ganhos de eficiência, além de maior acesso ao mercado externo e integração do Brasil às cadeias globais de valor”.

A fala do gerente-executivo pode ser comprovada com dados divulgados pela ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial). Com a expansão da Indústria 4.0 no cenário brasileiro, o país pode ter um corte de custos avaliado em R$ 73 bilhões por ano. Para isso, as indústrias precisam se adaptar às novas tecnologias.