O setor vai precisar assumir um papel estratégico dentro das empresas, inovando no relacionamento com os colaboradores como também na parte administrativa

Por Juliana Ferreira, diretora de RH da Access

Os líderes de RH estão sendo cada vez mais pressionados a assumirem um papel estratégico dentro das empresas e, para isso, precisam inovar, seja no relacionamento com os colaboradores ou na parte administrativa. O RH agora precisa ajudar a empresa a se diferenciar no mercado atraindo e retendo os melhores talentos, ao mesmo tempo em que precisa lidar com um volume interminável de documentos.

Não é à toa que uma das carreiras que estará em alta, segundo empresas de recrutamento, será a de Gerente de Treinamento e Desenvolvimento, atuando com diversas competências, desde o treinamento básico do novo funcionário, passando por parcerias com instituições de ensino e cursos in company, até a transmissão de informações do nível estratégico ao operacional, aplicação de pesquisas de clima e sempre focando na cultura de inovação.

Atrair e reter talentos nas organizações é um grande desafio e é fundamental para manter o alto desempenho e produtividade das empresas, especialmente na era da transformação digital. Por isso, ações internas que estimulem o engajamento dos colaboradores tornam-se cada vez mais necessárias. Mas, para gerar esse ambiente colaborativo, inovador, que realmente gere valor para o negócio, é preciso, em primeiro lugar, se livrar das tarefas manuais e repetitivas. Daí em diante, automatizar processos e ganhar a capacidade de obter insights a partir das informações distribuídas por toda a empresa.

O RH ganha inteligência com dados

A capacidade de extrair inteligência de negócios dos dados é, cada vez mais, um requisito indispensável para empresas que buscam competir em uma economia globalizada. E os líderes de RH estão descobrindo que a automatização de processos é a aliada perfeita para otimizar a gestão e entregar mais valor. Afinal, a área de RH, assim como todas as áreas de uma organização, tem hoje como objetivos a redução de custo, a eficiência e rapidez dos processos e a alta produtividade.

Mas, apesar de líderes de negócio reconhecerem que o uso de tecnologia no RH é fundamental para que a área seja mais estratégica, ainda existe muito espaço para investimento na otimização de processos, desde a digitalização e gestão de documentos até o uso de chatbots, que serão responsáveis pela entrevista inicial com candidatos, reduzindo em mais de 90% o tempo de recrutamento e seleção.

Pesquisas indicam que, globalmente, apenas 40% dos líderes de RH têm um plano definido de inovação. Apesar de 70% reconhecerem a necessidade de uma transformação da força de trabalho, apenas 37% estão muito seguros sobre a capacidade de modificar a área de RH. No Brasil, 96% acreditam que a tecnologia é essencial, mas para 52% a empresa onde trabalham ainda precisa avançar na digitalização.

Além disso, a implementação de uma cultura de inovação enfrenta o desafio da falta de recursos internos capacitados para lidar com as novas tecnologias, mas nem sempre é preciso contratar pessoas. Com a terceirização de atividades que não são o core da empresa, como digitalização e gestão documental, é possível traçar um plano e contar com parceiros que ofereçam soluções para acompanhar todo o ciclo de vida dos documentos do RH, liberando os colaboradores para focar no que realmente importa: a inovação.